Região registrou taxa de 3,53% em nascimentos sem registro oficial, ante 0,26% no Sudeste
Levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgado nesta 4ª feira (20.mai.2026) mostra que a região Norte registrou taxa de 3,53% de sub-registro de nascidos vivos em 2024, índice 14 vezes maior que o observado no Sudeste (0,26%).
Roraima apresenta o pior índice de sub-registro de nascimentos —quando o bebê nasce, mas não é registrado oficialmente em cartório—, com 13,86%. O Paraná tem o melhor indicador do país, com taxa de 0,12%.
MENOR SUBNOTIFICAÇÃO
A taxa de subnotificação de nascidos vivos ao Ministério da Saúde —quando os nascimentos não são informados ao sistema de saúde— caiu de 0,43% em 2023 para 0,39% em 2024, o menor percentual da série histórica, iniciada em 2015. Naquele ano, o índice era de 2,01%.
O IBGE afirma que a existência de sub-registro e subnotificação prejudica a produção de estatísticas vitais e o monitoramento de políticas públicas. O registro de nascimento é considerado pela Agenda 2030 da ONU (Organizações das Nações Unidas) um direito fundamental e condição para acesso a outros serviços essenciais da cidadania.