Políticos usaram as redes sociais para relacionar o presidente à influenciadora, que foi presa por suspeita de lavar dinheiro do PCC
Políticos apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) usaram as redes sociais nesta 5ª feira (21.mai.2026) para compartilhar fotos e vídeos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e da primeira-dama Rosângela da Silva ao lado da influenciadora Deolane Bezerra, presa em operação contra suspeita de lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital.
Deolane foi presa em uma operação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil. A investigação apura o uso de uma transportadora de cargas de Presidente Venceslau (SP) como empresa de fachada para movimentação de recursos da cúpula do PCC. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 27 milhões em nome da influenciadora.
O pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL) publicou no X que “Deolane Bezerra foi presa hoje (21/5) em operação contra lavagem de dinheiro ligada ao PCC”. Na sequência, afirmou: “O que farão diante de mais um escândalo absurdo envolvendo Lula?”.
O ex-deputado federal Alexandre Ramagem compartilhou um vídeo de Lula ao lado de Deolane e escreveu: “Deve ser só mais uma coincidência…”.
Já o vereador Rubinho Nunes (União Brasil-SP) publicou um vídeo do presidente com a influenciadora e afirmou: “Deolane Bezerra presa por lavar dinheiro para o PCC e R$ 27 milhões bloqueados”.
O presidente nacional do Partido Novo, Eduardo Ribeiro, escreveu que “não é coincidência que influenciadores e donos de páginas de fofoca presos por ligação ao PCC são apoiadores do Lula”.
Pré-candidato ao Senado por Minas Gerais pelo Partido Novo, Marco Antônio Costa também comentou a prisão. “FEZ O L! Deolane Bezerra foi presa em operação que apura lavagem de dinheiro ligada ao PCC”, publicou.
Deolane nasceu em Vitória de Santo Antão (PE) e foi criada em São Paulo. Antes de alcançar notoriedade, trabalhou como sacoleira. Formou-se em Direito e abriu um escritório de advocacia com as irmãs. Passou a atuar na área criminal e defendeu acusados ligados ao crime organizado. Críticos passaram a chamá-la de “advogada do PCC”.