Senador havia pedido que os EUA desistissem de impor o tarifaço em produtos brasileiros proposto por Donald Trump
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, respondeu na última 3ª feira (23.jun.2026) uma carta enviada pelo senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Na resposta, Rubio rejeitou pedidos do brasileiro de desistir de impor novas tarifas comerciais ao Brasil. As informações são da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo. Leia a íntegra da resposta de Rubio em inglês e em português (PDF – 85 KB; 37 KB).
O possível tarifaço em questão é de 25% sobre uma ampla lista de produtos importados do Brasil e foi proposto por Trump em 1º de junho sob a justificativa de que o país adotou práticas consideradas desleais e prejudiciais a empresas norte-americanas. Leia a íntegra da decisão, em inglês (PDF – 915 kB).
CARTA DE FLÁVIO
No início de junho, Flávio enviou uma carta endereçada a Marco Rubio pedindo que Washington desistisse do novo tarifaço contra o Brasil. De acordo com o senador, a medida causaria “sérios danos” à população brasileira.
Flávio garantiu estar certo de sua vitória na eleição presidencial de 2026 e sugeriu uma aproximação entre seu possível governo com o governo do presidente norte-americano Donald Trump (Partido Republicano). Leia a íntegra da carta enviada por Flávio (PDF – 165 KB).
RUBIO RESPONDE
Em resposta, Rubio agradeceu a proposta, que chamou de “generosa” e elogiou o apoio de Flávio à decisão norte-americana de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas, mas não demonstrou interesses dos EUA de desistir da nova política comercial.
De acordo com o secretário, as investigações comerciais conduzidas pelos EUA continuam apontando práticas irregulares por parte do Brasil e que a definição sobre eventuais sanções cabe ao escritório do USTR (Representante de Comércio dos Estados Unidos), comandado por Jamieson Greer.
Na resposta, Rubio reafirmou as críticas norte-americanas a temas como comércio digital, sistemas de pagamento eletrônico —incluindo o Pix–, tarifas consideradas preferenciais, combate à corrupção, proteção à propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.
Leia a carta de Rubio: