Moeda norte-americana oscilou 0,70% para cima na semana; principal índice da B3 também avançou 2,95% no mesmo período
O dólar comercial caiu 0,20% nesta 6ª feira (26.jun.2026) e encerrou o pregão cotado a R$ 5,168. Durante a sessão, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,156 e a máxima de R$ 5,188.
Apesar do recuo no último pregão, a moeda norte-americana acumulou alta de 0,70% na semana.
O Ibovespa, principal índice da B3, avançou 0,76% no dia e fechou aos 173.307,34 pontos. Ao longo do pregão, o indicador chegou à mínima de 171.123,94 pontos e à máxima de 173.964,44 pontos.
Com o resultado desta 6ª feira, o principal índice da Bolsa brasileira acumulou alta de 2,95% na semana.
Ao longo dos últimos dias, os investidores acompanharam a divulgação da ata do Copom, do IPCA-15 de junho, da 3ª estimativa do PIB dos EUA no 1º trimestre e dos dados de desemprego. Os indicadores ajudaram a calibrar as expectativas para a trajetória da inflação, da atividade econômica e dos juros no Brasil e nos Estados Unidos, influenciando o comportamento do câmbio e da Bolsa.
O IPCA-15, considerado a principal prévia da inflação oficial, é um dos indicadores mais observados pelo mercado por influenciar as expectativas para as próximas decisões do Banco Central sobre a taxa Selic. A 3ª estimativa do PIB dos Estados Unidos fornece um retrato do desempenho da maior economia do mundo e pode alterar as perspectivas para a política monetária do Fed (Federal Reserve).
Já os dados de desemprego servem como termômetro da atividade econômica e do mercado de trabalho, enquanto a ata do Copom detalha a avaliação do Banco Central sobre inflação, atividade, cenário fiscal e política monetária, oferecendo sinais sobre os próximos passos da autoridade monetária.
Na próxima semana, o mercado acompanhará a divulgação do Resultado do Tesouro Nacional, das Estatísticas Monetárias e de Crédito, das Estatísticas Fiscais, do Novo Caged e da Pesquisa Industrial Mensal. Os dados devem fornecer novos sinais sobre a situação das contas públicas, as condições de crédito, o ritmo do mercado de trabalho e o desempenho da atividade industrial.
Em conjunto, esses indicadores poderão influenciar as expectativas para o crescimento da economia, a inflação e a trajetória da taxa básica de juros, com reflexos sobre o câmbio e a Bolsa.