Com Trump e Putin, China já recebeu 15 líderes em 2026

Com Xi Jinping, Pequim se torna palco de conversas com chefes de Estado sobre cooperação comercial e diplomática

O presidente da China, Xi Jinping (PCCh), recebeu 15 chefes de Estado para visitas oficiais à China desde janeiro de 2026. A lista inclui o presidente dos EUA, Donald Trump (republicano), e o da Rússia, Vladimir Putin (Rússia Unida), além de representantes do G20, o grupo das maiores economias do mundo.

Só em maio, Xi se reuniu com 4 chefes de Estado, incluindo os líderes norte-americano e russo, nomes de peso na geopolítica mundial. Na semana que começou na 2ª feira (25.mai.2026), ele recebeu o premiê do Paquistão, Shehbaz Sharif (Liga Muçulmana do Paquistão-Nawaz, centro-direita), e o presidente da Sérvia, Aleksandar Vučić (Partido Progressista Sérvio, centro-direita), em Pequim.

A visita do primeiro-ministro do Paquistão à China teve como principal objetivo reforçar a parceria estratégica no Corredor Econômico China-Paquistão, projeto ligado à Nova Rota da Seda que envolve infraestrutura, energia, transporte e investimentos chineses no país islâmico.

A visita do presidente sérvio, por sua vez, marcou os 10 anos da parceria estratégica entre os 2 países. Pequim e Belgrado decidiram ampliar a cooperação em ciência e tecnologia, cultura, turismo, educação e investimentos.

Com exceção da Oceânia, líderes de todos os continentes foram à China em 2026.

O único chefe de governo latino-americano recebido foi o uruguaio Yamandú Orsi (Frente Ampla, centro-esquerda).

ENCONTRO COM TRUMP E PUTIN

O presidente dos EUA esteve em Pequim de 13 a 15 de maio. Apesar de manter um tom cordial com Xi Jinping, o republicano retornou para Washington sem anunciar grandes acordos comerciais com o lado chinês. Ambos afirmaram que a cúpula foi um sucesso e que os países iniciam a partir de agora uma nova relação bilateral.

A China fechou uma compra de 200 aviões da Boeing –número abaixo do esperado.

Cinco dias depois do término da visita do norte-americano, Putin chegou à capital chinesa. Os líderes pouco avançaram na conversa sobre a construção do gasoduto Força da Sibéria 2, que era um dos principais objetivos da visita.

Os presidentes, que têm uma relação consolidada por causa da proximidade diplomática entre os países, fecharam 42 acordos e memorandos.

O contexto era diferente: o republicano mirava acordos comerciais mais firmes e buscava apoio para a crise no Oriente Médio. Já a visita do líder russo teve um tom mais diplomático e de celebração pelos 25 anos do Tratado de Boa Vizinhança e Cooperação Amigável China-Rússia. No fim, traduziu-se em parcerias entre Moscou e Pequim, e incertezas para Washington.

COREIA DO SUL

Durante a sua visita, o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung (Partido Democrata, centro-direita), pediu ajuda a Xi Jinping para frear o programa nuclear da Coreia do Norte. A ideia é de que China seja uma mediadora entre os países, tendo em vista que os canais de diálogo entre o Sul e o Norte da península coreana estão “fechados”.

O pedido do chefe de Estado sul-coreano é parte de um movimento de aproximação diplomática com a China. Historicamente, Pequim sempre foi mais próxima de Pyongyang, enquanto Seul manteve laços mais estreitos com os norte-americanos.

A aproximação se deu em um momento de elevadas tensões na Ásia, em especial entre Pequim e Tóquio. Os países enfrentam uma crise diplomática causada por declarações do governo nipônico sobre Taiwan, o que levou a retaliações por parte da China. A mais recente foi a proibição de venda de terras raras para empresas japonesas.

LÍDERES DO G20

Em encontro com o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer (Partido Trabalhista, esquerda), Xi Jinping declarou que o país está comprometido com a paz e que o crescimento econômico não provocará intervenções militares em outras nações.

Na mesma linha, o presidente da China, recebeu o chanceler alemão, Friedrich Merz (CDU, direita). A China e a Alemanha são a 2ª e a 3ª maiores economias do mundo, respectivamente. No encontro, afirmou que apoia os esforços da União Europeia na “busca por maior autonomia e força” e espera que o lado europeu possa trabalhar com a China na mesma direção.

Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-china/com-trump-e-putin-china-ja-recebeu-15-lideres-em-2026/

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