Ato contra política educacional do governo de SP fechou vias do centro financeiro da capital paulista; participam estudantes, professores e funcionários de USP, Unesp e Unicamp
Estudantes, docentes e funcionários de universidades estaduais de São Paulo fazem uma marcha contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) nesta 4ª feira (20.mai.2026). O grupo saiu do Largo da Batata em direção ao Palácio dos Bandeirantes e bloqueou trechos da avenida Brigadeiro Faria Lima, centro financeiro da capital paulista.
Os manifestantes criticam a política educacional do governo paulista, cobram mais recursos para a educação e rejeitam privatizações no setor. O ato foi puxado pelos partidos de esquerda UP (Unidade Popular) e PSOL. Participaram ainda sindicatos e movimentos sociais.
As equipes do Policiamento de Trânsito organizam o fluxo viário, garantido o deslocamento seguro dos manifestantes e dos demais usuários da via. pic.twitter.com/pKRli7l8eK
— Polícia Militar do Estado de São Paulo (@PMESP) May 20, 2026
Segundo os organizadores, a concentração na avenida Brigadeiro Faria Lima foi de mais de 10 mil pessoas. O número advém de imagens aéreas realizadas por drone próprio. Não está claro como a contagem foi realizada.
A marcha foi interrompida a cerca de 1km do Palácio Bandeirantes. O organizadores afirmam que 3 barreiras policiais, camburões do Choque e Cavalaria da Polícia Militar impediram a passagem.
O Poder360 questionou a Secretaria de Segurança Pública sobre ocorrências durante a manifestação. Também perguntou ao governo do Estado se gostaria de se posicionar sobre o assunto. Até o momento de publicação desta reportagem, não houve resposta. O espaço segue aberto.
Divulgação/@marchaaopalacio.sp – 20.mai.2026
Divulgação/@marchaaopalacio.sp – 20.mai.2026
GREVE
A marcha foi feita no contexto de intensificação das greves nos campi da USP (Universidade de São Paulo), Unesp (Universidade Estadual Paulista) e Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).
Os estudantes demandam, principalmente, melhorias na infraestrutura, transporte e política de permanência das universidades, além da contratação de trabalhadores e funcionários.
Docentes e trabalhadores querem reaver seu poder de compra. O Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Paulistas) propôs 3,47% de reajuste salarial. As categorias pedem ajuste pela inflação (4,39% nos últimos 12 meses) + 3%.
Na USP, os estudantes estão em greve desde abril. Atualmente, 130 cursos da instituição estão com atividades paralisadas. O movimento ganhou força depois de a reitoria encerrar as negociações sobre o reajuste do auxílio permanência.
Os estudantes ocuparam o prédio da reitoria no dia 7 de maio como resposta ao fim da negociação. Depois de 3 dias, a Polícia Militar desocupou à força o local. Segundo a PM, não houve feridos. A União Nacional dos Estudantes disse que a ação foi “violenta, ilegal e ilegítima”.
Na Unicamp, docentes, funcionários e estudantes de 65 cursos estão paralisados. Na Unesp, há greve dos professores e trabalhadores no câmpus Bauru. Ao menos 42 cursos da instituição estão em paralisação.
Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-educacao/universitarios-protestam-contra-tarcisio-na-faria-lima/