Saiba quantos votos cada ministro do STF recebeu no Senado

Fux lidera ranking com 68 votos no plenário; Messias chega à CCJ com 15 a favor e precisa de ao menos 41 no plenário

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado vota, nesta 4ª feira (29.abr.2026), a 11ª indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Supremo Tribunal Federal. A nomeação do ministro da Advocacia Geral da União, Jorge Messias, conta com 15 votos favoráveis e 8 contrários no colegiado. Caso seja aprovado, o nome do AGU seguirá direto para o plenário da Casa Alta para ser votado por todos os senadores.

Até hoje, o ministro que recebeu mais votos no plenário do Senado foi Luiz Fux, indicado pela então presidente Dilma Rousseff (PT) em 2011: ele teve 68 votos favoráveis. Fux é seguido por Ellen Gracie, 1ª mulher a ser nomeada ministra do Supremo e a 1ª a presidir a Corte. Ela foi indicada por Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e obteve 67 votos favoráveis.

A indicação passa primeiro pela CCJ, onde é submetida a uma votação secreta e precisa de maioria simples (metade mais um) dos presentes para avançar. Em seguida, o nome segue para o plenário, onde os 81 senadores realizam uma votação secreta final, exigindo maioria absoluta —pelo menos 41 votos favoráveis— para a aprovação.

Na CCJ, o ministro do STF que obteve mais votos a favor foi Luís Roberto Barroso, com 26. Ele também foi indicado por Dilma, em 2013. Fux é o 2º nome com mais votos no colegiado: 23.

Barroso deixou a Corte em outubro de 2025, depois de anunciar sua aposentadoria antecipada. Foi presidente do STF de 2023 a setembro de 2025.

Antes de Messias, a última indicação do presidente Lula ao STF foi em 2023, quando o ministro Cristiano Zanin teve 58 votos no plenário e 21 na CCJ. Ele é o 9º colocado entre os ministros que tiveram mais votos no Congresso.

Advogado de formação, ele defendeu Lula durante a Operação Lava Jato e ocupou a vaga deixada por Ricardo Lewandowski em abril de 2023.

SABATINA DE MESSIAS 

A CCJ tem 27 integrantes. Levantamento do Poder360 realizado em 17 de abril apontava 13 votos favoráveis e 8 contrários à indicação de Jorge Messias. Com a nova configuração da CCJ de 3ª feira (28.abr), em que governistas entraram, o cenário mudou para 15 votos a favor e 8 contra. 

Três senadores ainda não declararam voto: Professora Dorinha (União Brasil-TO), Rodrigo Pacheco (PSB-MG) e Vanderlan Cardoso (PSD-GO). O senador Jayme Campos (União Brasil-MT) não respondeu ao questionamento do Poder360.

Rodrigo Pacheco tende a votar a favor, por integrar a base governista.

O Planalto formalizou ao Congresso a indicação de Jorge Messias em 1º de abril. A aprovação na CCJ representa a primeira etapa do processo de confirmação. Com a aprovação pelo colegiado, a votação segue direto ao plenário do Senado, onde Messias tem ao menos 25 votos favoráveis declarados, como mostrou o Poder360 em março.

No plenário, a aprovação de um ministro ao STF exige maioria absoluta. Ou seja, são necessários, no mínimo, 41 votos favoráveis dos 81 senadores. A votação é secreta.

O governo se mobilizou para assegurar a aprovação de Messias. Lula liberou R$ 11,7 bilhões em emendas perto da sabatina

Caso o indicado não atinja o mínimo de 41 votos favoráveis no plenário, a indicação será rejeitada. Nesse cenário, o presidente da República precisará apresentar outro nome para a vaga.

Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-justica/saiba-quantos-votos-cada-ministro-do-stf-recebeu-no-senado/

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