Relator pretende falar por apenas 10 minutos; aborto, PL da Dosimetria e 8 de Janeiro serão alguns dos temas das perguntas
O relator da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, senador Weverton Rocha (PDT-MA), afirmou que pretende usar apenas 10 minutos para a apresentação de um resumo do seu parecer. Ele não pretende ler a íntegra do relatório. A sabatina está marcada para começar às 9h desta 4ª feira (29.abr.2026) na comissão. Se o nome for aprovado, será analisado pelo plenário do Senado em seguida.
A orientação à base aliada do governo é evitar discursos e votar o mais rápido possível a indicação do advogado-geral da União na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). A expectativa, porém, é de que o interrogatório se prolongue até o fim da tarde.
Durante a sabatina, Messias terá tempo livre para responder aos questionamentos dos senadores. As perguntas serão organizadas em blocos. Em cada um deles, 3 senadores fazem seus questionamentos. A expectativa é de que a dinâmica agilize a sessão e concentre o debate nos principais pontos da indicação.
Entre os temas que devem ser abordados estão aborto, os atos de 8 de janeiro e os vetos presidenciais ao projeto de lei da dosimetria, que serão votados na 5ª feira (30.abr) pelo Congresso.
Partidos como Republicanos, PSDB, PSB, PSD e Podemos devem liberar suas bancadas, permitindo que cada senador vote conforme sua preferência.
Weverton estima cerca de 45 votos favoráveis a Jorge Messias. O ministro da AGU intensificou a articulação política nas últimas semanas e visitou pelo menos 70 senadores em busca de apoio à sua indicação ao STF.
Levantamento do Poder360 aponta que o indicado ao STF tem na CCJ 15 votos a favor e 8 contra, 1 a mais que o mínimo necessário para que sua indicação avance ao plenário da Casa Alta. Ali, Messias precisa ter a maioria absoluta dos votos a seu favor para se tornar ministro do STF. Ou seja, precisa contar com o apoio de ao menos 41 dos 81 senadores. O voto é secreto nas duas etapas.
A indicação de Jorge Messias foi formalizada pelo Planalto ao Congresso apenas em 1º de abril. Mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia anunciado sua indicação em 20 de novembro de 2025. A demora entre as duas etapas revela as dificuldades que o governo enfrenta para viabilizar seu nome junto ao Congresso.