Presidente afirma que “asfixiaram a economia” das centrais sindicais assim como o governo quer fazer com o crime organizado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou, nesta 4ª feira (15.abr.2026), o fim do imposto sindical –extinto com a reforma trabalhista de 2017. A declaração foi feita durante encontro com centrais sindicais, no Palácio do Planalto, para a entrega da Pauta da Classe Trabalhadora.
“Eles fizeram com vocês o que nós queremos fazer com o crime organizado. Se a gente quer acabar com o crime organizado, temos que asfixiar a economia deles. E eles trataram o sindicato assim: ‘Vamos asfixiá-los, deixá-los sem dinheiro’”, declarou.
Lula completou: “Os empresários não foram asfixiá-los. Eles têm o Sistema S, continuam fazendo o que sempre fizeram”.
O imposto sindical era um valor anual pago pelos trabalhadores. Ele correspondia a 1 dia de trabalho, sem horas extras.
Além de Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e os ministros Luiz Marinho (Trabalho e Emprego), Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência da República) e José Guimarães (Secretaria de Relações Institucionais) participaram do encontro com 36 representantes de centrais sindicais.
PAUTA DA CLASSE TRABALHADORA
A Pauta da Classe Trabalhadora reúne 68 reivindicações, entre pautas históricas e temas recentes, para o período de 2026 a 2030. Eis a íntegra do texto (PDF – 13 MB).
O documento inclui pautas como:
redução da jornada sem redução salarial;
fim da escala 6 X 1;
combate à pejotização;
regulamentação do trabalho por aplicativo;
fortalecimento das negociações coletivas;
combate ao feminicídio;
direito de negociação para funcionários públicos.
Sobre o fim da escala 6 X 1, o documento pede pela redução da jornada de trabalho para 40 horas, sem diminuição de salários, e delegando à negociação coletiva a definição e a adequação das escalas de trabalho.
O governo enviou ao Congresso na 3ª feira (14.abr), em regime de urgência e sem detalhar o mérito da proposta, o projeto de lei pelo fim da escala 6 X 1.
O texto também foi entregue ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), nesta 4ª feira (15.abr).
No mesmo dia, as centrais sindicais promoveram a Marcha da Classe Trabalhadora, em Brasília, pela redução da jornada de trabalho.
Assista (1min20s):
Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-governo/lula-critica-o-fim-do-imposto-sindical/