Pedro Rodrigues, do CBIE, analisa as consequências da instabilidade no Estreito de Ormuz e os riscos para a oferta global
O Poder360, em parceria com o CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), lança neste sábado (27.jun.2026) mais um episódio do programa Infra em 1 Minuto. O especialista em óleo e gás Pedro Rodrigues, sócio do CBIE, analisa a situação no estreito de Ormuz e o impacto dos sucessivos fechamentos da rota para o mercado global.
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Assista (2min9s):
No 168º episódio do Infra em 1 Minuto, Pedro Rodrigues explica que o estreito de Ormuz, responsável pela passagem de ⅕ de todo o petróleo do mundo, enfrenta um cenário de incertezas desde o final de fevereiro.
A instabilidade provocou a maior disrupção de energia desde a década de 1970, fazendo o barril tipo Brent saltar de US$ 74 para US$ 126 no auge da crise. Na mesma esteira, o petróleo de Dubai atingiu o recorde histórico de US$ 166.
O especialista avalia que o principal fator da crise atual não é só o tamanho do choque inicial, mas o constante vaivém. Em abril, depois do anúncio de um cessar-fogo, o preço do petróleo chegou a cair 11%, mas o estreito foi fechado no dia seguinte.
O movimento de abertura e fechamento se repetiu ao menos 4 vezes. Mais recentemente, em junho, dias depois dos Estados Unidos e o Irã assinarem um memorando de entendimento, o governo iraniano anunciou um novo bloqueio alegando violações.
Apesar de o Brent ter recuado para a casa dos US$ 78, o que o fez voltar ao patamar pré-guerra, Rodrigues alerta que a reabertura no papel não se traduz em normalidade prática.
“As grandes armadoras ainda não retomaram as rotas. O seguro de guerra segue caro. Mais de 500 navios esperam para deixar o Golfo, e a limpeza das minas ainda levará semanas”, declarou.
Para o sócio do CBIE, o mercado já absorveu e precificou o melhor cenário possível, e resta agora o risco de uma nova ruptura dentro do prazo de 60 dias de negociação.
“Um decreto reabre o estreito numa canetada. A confiança de quem coloca um navio de 200 milhões de dólares na água, essa só o tempo reconstrói”, afirmou Pedro Rodrigues.
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