Alunos protestam contra o fim das tratativas e querem reajuste de auxílios e melhorias nos restaurantes universitários
Estudantes da USP (Universidade de São Paulo) ocuparam, nesta 5ª feira (7.mai.2026), o prédio da reitoria da instituição. Os alunos cobram que o reitor Aluísio Augusto Cotrim Segurado retome as negociações para atender às pautas estudantis.
Em comunicado divulgado na 2ª feira (4.mai), Segurado declarou que estão encerradas as negociações após mais de 5 horas de reunião com representantes estudantis e sindicalistas. Segundo a reitoria, foram quase 20 horas de negociação somando todas as rodadas de conversas realizadas desde o início da greve.
📹 #Vídeo Estudantes da USP ocupam reitoria e cobram negociações
🏛️ Estudantes da USP (Universidade de São Paulo) ocuparam nesta 5ª feira (7.mai.2026) o prédio da reitoria da universidade. Os alunos cobram que o reitor Aluisio Augusto Cotrim Segurado retome as negociações para… pic.twitter.com/siAlHC55IH
— Poder360 (@Poder360) May 7, 2026
Reivindicações dos alunos da USP
Os estudantes reivindicam mudanças nas regras de uso dos espaços acadêmicos, criação de cotas trans e de vestibular indígena. Além disso, também relatam problemas no restaurante universitário, como a presença de larvas, baratas e pedaços de vidro nas refeições. Uma minuta sobre o uso dos espaços chegou a ser revogada pela reitoria após a ampliação da paralisação.
Outro foco do impasse é o PAPFE (Programa de Apoio à Formação e Permanência Estudantil). A reitoria propôs reajustar o auxílio integral de R$ 885 para R$ 912 e o auxílio parcial com moradia de R$ 335 para R$ 340. O movimento estudantil considera os valores insuficientes diante do custo de permanência na universidade.
Em nota publicada no Instagram, a Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento da USP diz repudiar veemente os “atos de violência, vandalismo e depredação do patrimônio público” realizados no prédio da reitoria. Segundo o comunicado, as ações “são incompatíveis com os princípios que regem o ambiente acadêmico, fundamentado no diálogo, no respeito e na convivência democrática”.
Eis a publicação: