Trump deve decidir até 4ª feira (15.jul.2026) se aplica taxas; só a China teria tarifas maiores caso medida seja confirmada
O Brasil passará a ocupar a 2ª posição entre os países com as maiores tarifas aplicadas pelos Estados Unidos, caso a administração do presidente Donald Trump (Partido Republicano) decida aplicar as novas taxas até a 4ª feira (15.jul.2026). Os dados são do Global Trade Alert (GTA), iniciativa de monitoramento do comércio mundial compilada pelo St. Gallen Endowment, centro de estudos independente sediado na Suíça, reportados por Daniel Gallas, da BBC News Brasil.
Até esta 3ª feira (14.jul), o Brasil está atrás da China, Turquia, Indonésia, Vietnã, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Alemanha, Índia, Áustria, Suécia e Itália.
Caso os EUA aplique as taxas, apenas a China teria taxações superiores, segundo dados da iniciativa.
A decisão sobre a aplicação das taxas, ou não, é parte de uma investigação sobre práticas comerciais brasileiras consideradas injustas pela Casa Branca, que inclui críticas ao sistema de pagamentos Pix. Atualmente, o Brasil ocupa a 13ª posição nesse ranking, com tarifa média efetiva de 11,73%.
AS TARIFAS
O USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos) apresentou as propostas de tarifas em 1º e 2 de junho de 2026. São elas:
25% – por práticas desleais de comércio. É resultado de uma investigação comercial aberta contra o Brasil em 15 de julho de 2025;
12,5% – por falta de restrição à importação de produtos feitos com trabalho forçado análogo à escravidão. É resultado de uma investigação global da USTR sobre o tema.