Brasil aparece pouco em newsletter dos EUA sobre noticiário internacional

Mencionado em apenas 10% das edições da Semafor Flagship, país apareceu em pautas sobre a família Bolsonaro, terras-raras e meio ambiente

Temas relacionados ao Brasil têm aparecido com pouca frequência no noticiário internacional. A newsletter Semafor Flagship, criada com o objetivo de ser um filtro das informações mais relevantes no mundo, mencionou o Brasil em apenas 10 das mais de 100 edições publicadas diariamente de janeiro a maio deste ano.

A newsletter marca em um mapa-múndi os países com notícias consideradas mais importantes em cada edição. Por ser norte-americana, a publicação privilegia a cobertura sobre os Estados Unidos. Venezuela, China e Cuba também recebem menções frequentes.

Assista (2min35s):

A 1ª aparição do Brasil nas publicações de 2026 foi em 23 de janeiro. Na ocasião, a Semafor noticiou que Wagner Moura era o 1º brasileiro indicado na categoria de melhor ator do Oscar pelo filme “O Agente Secreto”. A produção não foi escolhida como ganhadora nas 4 categorias nas quais foi indicada.

Em fevereiro, o país voltou ao mapa-múndi da newsletter com um assunto que teve pouca repercussão na mídia nacional: a chegada de um mexilhão invasor que causa danos às espécies que vivem nas águas da Amazônia. O mexilhão-dourado, nativo da Ásia, foi localizado anteriormente em Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai.

O mês de abril registrou a maior incidência de notícias sobre o Brasil. O destaque foi o anúncio da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência. O veículo intitulou a nota como “o retorno da família Bolsonaro”.

No mesmo mês, o veículo publicou a compra da mineradora Serra Verde pela empresa norte-americana USA Rare Earths por US$ 2,8 bilhões. O assunto, que foi de grande repercussão nacional, tornou-se um ponto de discussão a respeito da explorações de recursos minerais brasileiros por outros países –apesar de a mineradora nunca ter pertencido de fato ao Brasil.

No final de abril, a newsletter reportou que a Embraer atingiu recorde na carteira de encomendas para o 1º trimestre. A empresa alcançou US$ 32,1 bilhões em sua carteira de pedidos –crescimento de 22% em relação ao mesmo período de 2025.

Em 1º de maio, a Semafor noticiou a derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao PL (projeto de lei) da dosimetria como uma vitória ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O placar na Câmara foi de 318 votos contra e 144 a favor da manutenção da medida. No Senado, 49 a 24, respectivamente.

Em 8 de maio, o Brasil apareceu duas vezes. Foram destaques o encontro de Lula com o presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano) –definido pela newsletter como momento “estabilizador” entre os países. Além disso, foi abordado o avanço da PEC do fim da escala 6×1.

O último registro de notícias brasileiras foi em 27 de maio. A Semafor publicou sobre a visita do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a Trump. A nota mencionava a conexão do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro, definido pela publicação como “disgraceful financer”, traduzido como “financista desonrado”.

O Brasil também foi incluído em índices sobre produção de petróleo e escassez de dinheiro em espécie junto com outros países latino-americanos.

RELEVÂNCIA DO BRASIL

Grande parte das notícias que atingem a esfera internacional se concentram nas informações que refletem temas relacionados às grandes potências, principalmente na questão de conflitos e guerras, além do foco no mercado de petróleo e terras-raras.

O Brasil aparece principalmente em pautas relacionadas a recursos naturais, meio ambiente e política. Apesar de ser a 11ª maior economia do mundo, com PIB de R$ 12,7 trilhões, o país teve presença rasa no noticiário selecionado pela Semafor como o filtro do que é mais relevante no cenário internacional.

O QUE É A SEMAFOR

A Semafor é uma empresa de mídia independente fundada em 2022. A newsletter gratuita produzida pelo grupo, a Semafor Flagship, tem mais de 1 de milhão de assinantes por e-mail –com uma proposta de concentração entre executivos de alto escalão corporativo.

A Semafor foi criada pelos jornalistas Justin B. Smith, ex-editor da Buzzfeed, e Ben Smith, ex-CEO do grupo Bloomberg. De acordo com os fundadores da empresa, o objetivo é “trazer uma lente global para um mundo em fragmentação”.

Em 2026, a plataforma completou 1 ano inteiro de lucratividade. A empresa registrou US$ 40 milhões em receita e alcançou US$ 2 milhões em Lajida (Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização).

Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-midia/brasil-aparece-pouco-em-newsletter-dos-eua-sobre-noticiario-internacional/

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