Bolsa Família atende 17,2% dos domicílios do Brasil

Percentual recua em 0,9 pontos percentuais em relação a 2024, mas segue 2,9 pontos percentuais acima de 2019

A proporção de domicílios brasileiros com beneficiários do Bolsa Família chegou a 17,2% em 2025. O percentual recuou 1,4 ponto percentual em relação aos 18,6% registrados em 2024, mas permanece 2,9 pontos percentuais acima do observado em 2019 (14,3%). Os dados são da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta 6ª feira (8.mai.2026).

As regiões Nordeste (32,4%) e Norte (31,6%) registraram os maiores percentuais de domicílios beneficiados pelo programa social em 2025. Já a Região Sul teve a menor proporção do país, com 6,8% dos lares atendidos pelo programa. O Sudeste registrou 10,3%, enquanto o Centro-Oeste ficou em 11,0%.

O rendimento médio domiciliar per capita dos lares beneficiados pelo Bolsa Família foi de R$ 774 em 2025, valor equivalente a 28,8% da renda média dos domicílios não beneficiados, estimada em R$ 2.682.

22,7% dos lares recebem algum programa social

A proporção de domicílios brasileiros com beneficiários de programas sociais do governo chegou a 22,7% em 2025. O percentual inclui benefícios como Bolsa Família, BPC-Loas e outros programas federais, estaduais e municipais de transferência de renda.

O levantamento também mostra que o valor médio recebido por beneficiários de programas sociais ficou em R$ 870 em 2025, mantendo-se estável em relação aos R$ 875 registrados em 2024. Na comparação com 2019, porém, o rendimento médio dos benefícios avançou 71,3%.

Na comparação com 2019, os domicílios atendidos pelo Bolsa Família tiveram crescimento de 58,6% no rendimento domiciliar per capita, enquanto entre os lares sem o benefício a alta foi de 19,7%. 

40% mais pobres recebem em média R$ 663

O rendimento domiciliar per capita dos 40% da população mais pobre atingiu R$ 663 em 2025, o maior valor da série histórica da Pnad Contínua. O resultado representa alta de 4,7% em relação a 2024 e avanço de 37,6% na comparação com 2019.

Apesar do crescimento acumulado no período, o ritmo de expansão desacelerou em 2025. Depois de altas de 12,9% em 2023 e de 9,5% em 2024, o avanço ficou abaixo da média nacional do rendimento domiciliar per capita, que cresceu 6,9%.

Segundo o IBGE, o crescimento da renda entre os mais pobres foi impulsionado pela melhora do mercado de trabalho, pelos reajustes do salário mínimo e pela ampliação dos programas sociais nos últimos anos, sobretudo o Bolsa Família. 

Em 2025, os 10% da população com maiores rendimentos recebiam, em média, 13,8 vezes o rendimento dos 40% mais pobres. Ainda assim, o indicador permaneceu abaixo do observado nos anos anteriores a 2024.

Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-economia/bolsa-familia-atende-172-dos-domicilios-do-brasil/

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