Desde 2004, quase 3.000 veículos foram incendiados no país; maior registro foi em 2014, no contexto dos protestos contra Dilma e a Copa
O Brasil registrou 21 ônibus queimados de janeiro a junho de 2026. Os dados foram enviados ao Poder360 pela NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos). O levantamento considera os registros de 1º de janeiro a 29 de junho de 2026. O número ainda pode aumentar por causa da greve de rodoviários no Rio.
Para o levantamento, a associação considera ônibus de transporte público municipal e metropolitano –usados no cotidiano pela população. Esses veículos costumam ser operados por empresas privadas que têm a concessão. Já os utilizados para turismo e viagens interestaduais não entram na conta. Leia a íntegra do levantamento (PDF – 1 MB).
São Paulo é o Estado com maior número de ônibus queimados em 2026, com 6.
Espírito Santo (4), Rio de Janeiro (3), Rio Grande do Norte (3), Rio Grande do Sul (3) e Pernambuco (2) completam a lista.
Segundo a NTU, o custo para reposição dos veículos incendiados em 2026 é de R$ 9,1 milhões.
SÉRIE HISTÓRICA
Desde 2004, quando começou o levantamento, 2.938 ônibus foram queimados no Brasil.
O maior número de registros foi em 2014, com 660, no contexto dos protestos contra a então presidente Dilma Rousseff (PT) e da realização da Copa do Mundo no país.
São Paulo também é o Estado com o maior número de veículos incendiados da série histórica, com 810.
Rio de Janeiro (694) e Minas Gerais (459) fecham o top 3.
Desde 2004, a NTU contabiliza R$ 1,3 bilhão em custos para repor os veículos incendiados.