Wagner deixa a liderança do governo no Senado após reunião com Lula

Presidente e líder do Governo no Senado conversaram no Palácio da Alvorada nesta 4ª feira (24.jun); Wagner é alvo da PF na operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Jaques Wagner (PT-BA) se reuniram nesta 4ª feira (24.jun.2026), no Palácio da Alvorada. O encontro durou cerca de 2 horas e selou a saída de Wagner do cargo de líder do Governo no Senado. Em publicação no X, o senador disse que a decisão foi tomada “em comum acordo”. 

“Neste momento, minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues, além da minha reeleição junto com Rui Costa para o Senado”, afirmou o congressista, que é investigado pela Polícia Federal por suspeitas de envolvimento com o caso Master. 

Foi o 1º contato pessoal entre os 2 desde 18 de junho, quando a PF cumpriu mandados de busca a apreensão contra Wagner, em nova fase da operação Compliance Zero, que apura esquemas ilícitos do Banco Master e de seu fundador, Daniel Vorcaro. Wagner estava na Bahia e retornou a Brasília para o encontro com o presidente.

SENADORES DISCUTEM SUCESSÃO 

A bancada do governo no Senado tem antecipado discussões sobre a sucessão do senador na liderança. A troca é considerada difícil devido à proximidade e ao nível de confiança entre Wagner e Lula.

A senadora Teresa Leitão (PT-PE), até o momento, é o nome mais cotado para assumir o posto. Há um impasse porque ela já é líder do PT no Senado e, caso mude de cargo, a sigla deverá indicar outra pessoa para a vaga.

Integrantes do governo já declararam apoio a fim de que Wagner se retire da liderança. O deputado Rogério Correia (PT-MG) disse que o senador deve se afastar do posto “para se dedicar à sua defesa, resguardada a presunção de inocência”.

Já a ex-ministra do Planejamento e Orçamento Simone Tebet (PSB) disse ao Poder360 que o senador deve deixar o cargo “para não expor o próprio governo”.

“Ele já deveria ter entregue o cargo. Eu falo como advogada, todos têm direito à ampla defesa e ao contraditório, mas ele é líder do Governo. Para não expor o próprio governo, ele deve pedir, obviamente, a meu ver, o afastamento. Até que possa cuidar de sua defesa, e fazer os movimentos que achar pertinentes”, afirmou Tebet.

Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-governo/lula-e-wagner-se-reunem-por-duas-horas-apos-operacao-da-pf/

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