Número massivo de entradas por Marrocos no enclave espanhol causa tensão na Europa por políticas migratórias
Cerca de 50.000 imigrantes entraram no enclave espanhol de Ceuta, no norte da África, em um intervalo de 24 horas. Os dados são do Ministério do Interior da Espanha, que registrou travessias por terra e por mar a partir de Marrocos desde 5ª feira (30.jul.2026).
O ministério informou que cerca de 37.000 pessoas voltaram voluntariamente ao Marrocos, conforme a agência Reuters.
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Segundo Fernando Grande Marlaska, ministro do Interior da Espanha, redes de tráfico de pessoas podem ter se aproveitado de uma decisão judicial “para incentivar o fluxo de migrantes indocumentados, em sua maioria jovens”, informou em nota.
A entrada de imigrantes causou tensão na União Europeia. A Itália ameaçou suspender a Espanha do regime de livre circulação interna da UE, o acordo que permite a movimentação sem passaporte entre os países do bloco.
À Reuters, a administração do presidente francês Emmanuel Macron (Renascimento, centro) anunciou o reforço dos controles em sua fronteira com a Espanha e ofereceu ajuda ao país ibérico.
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez (PSOE, esquerda), classificou, nesta 6ª feira (31.jul), a crise migratória em Ceuta como uma “violação da integridade territorial” do país e prometeu mobilizar todos os recursos do Estado para assegurar a segurança na cidade.
Ceuta e Melilla, outra cidade autônoma espanhola no norte de Marrocos, são os únicos territórios da UE com fronteira terrestre com a África.