Trump impõe sanções ao presidente de Cuba e à família Castro

EUA miram 5 entidades e 4 pessoas em nova ação para ampliar pressão sobre o governo cubano

Os Estados Unidos impuseram, nesta 5ª feira (4.jun.2026), novas sanções contra o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel (Partido Comunista de Cuba, esquerda). A medida atinge também 5 entidades e 4 pessoas, que incluem Alejandro Castro Espín e Raúl Alejandro Castro, respectivamente filho e neto de Raúl Castro, ex-presidente da ilha e irmão de Fidel Castro. Eis a íntegra em inglês (PDF – 427 kB).

Além dos 2 parentes de Raúl Castro, as sanções atingiram Lis Cuesta Peraza, mulher, e Manuel Anido Cuesta, enteado de Miguel Díaz-Canel. Também foram citadas 5 entidades. São elas:

Ministério das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba;
Instituto Cubano de Amizade com os Povos;
Amistur Cuba S.A.;
Comitês para a Defesa da Revolução;
Minera La Victoria S.A.

Com a medida, estão bloqueados todos os bens dessas pessoas que estejam nos Estados Unidos ou sob o controle de cidadãos norte-americanos. Também estão proibidas transações e negociações realizadas por quem esteja nos EUA com os citados.

Ao anunciar a medida, o presidente Donald Trump (Partido Republicano) afirmou que irá mirar Cuba depois do fim da guerra contra o Irã. “Vamos cuidar da República Islâmica do Irã e, assim que isso estiver feito, no caminho de volta, vamos apenas fazer uma breve parada —vamos cuidar de [Cuba]… Temos que nos livrar do regime”, disse a jornalistas.

Já o secretário de Estado, Marco Rubio, declarou em seu perfil na rede social X (ex-Twitter) que “Cuba tem sido a capital mundial do terrorismo de extrema esquerda”. Segundo ele, o governo norte-americano não tolerará mais “regimes marxistas radicais no hemisfério ocidental” que busquem ameaçar a segurança nacional dos EUA.

A ação dá seguimento a uma estratégia dos EUA para aumentar a pressão sobre o governo cubano. Os esforços incluem ações para limitar o fluxo de petróleo da Venezuela e do México para Cuba.

Em 18 de maio, os Estados Unidos impuseram sanções contra 3 ministros de Cuba e outros 8 líderes militares do país caribenho. As medidas também atingiram o Ministério do Interior cubano, a Direção de Inteligência e a Polícia Nacional Revolucionária.

Em 19 de maio, Trump baixou o tom e disse que consideraria um acordo diplomático com Cuba. Afirmou que o país caribenho buscou contato em busca de assistência. Apesar de defender a mudança de regime, o presidente disse que isso não é um requisito para o apoio norte-americano.

SANÇÕES 

Os Estados Unidos aumentam sanções à ilha desde janeiro de 2026. O país suspendeu as exportações de petróleo venezuelano para Cuba depois da deposição de Nicolás Maduro, ex-presidente da Venezuela. Trump ameaçou impor tarifas punitivas a qualquer outro país que enviasse petróleo bruto para Cuba. Isso levou o México, outro importante fornecedor, a interromper os embarques para a ilha. 

A escassez de combustível em Cuba contribuiu para 3 grandes apagões em nível nacional e levou muitas companhias aéreas estrangeiras a suspenderem os voos para a ilha.

Os Estados Unidos exigem que Cuba abra sua economia estatal, pague indenizações pelas propriedades expropriadas pelo governo do então líder Fidel Castro e realize eleições “livres e justas”. Cuba afirma que seu modelo de governo socialista não está aberto a negociações.

Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-internacional/trump-impoe-sancoes-ao-presidente-de-cuba-e-a-familia-castro/

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