Teixeira nega que rejeição de Messias indique “fim do governo”

Deputado federal disse que advogado-geral da União está “de alma tranquila” depois da sabatina e votação no Senado na 4ª feira (29.abr)

O deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) negou que a rejeição de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal), na 4ª feira (29.abr.2026), pelo Senado, indique o “fim do governo”. Messias participou de uma sabatina e votação para o cargo depois de ser indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para preencher a vacância de Luís Roberto Barroso, aposentado desde outubro de 2025.

Teixeira lamentou a rejeição e afirmou que considerava o advogado-geral da União ideal para o cargo de ministro do STF. No entanto, disse que Messias está “de alma tranquila” sobre a decisão do Senado e que mostrou “altíssima competência” durante a sabatina. 

Assista (3min27s):

O ex-ministro do Desenvolvimento Agrário ainda sugeriu que a rejeição tenha sido por outro motivo, e não particularmente voltada a Jorge Messias. “Messias não teria nenhuma razão para não ser aprovado. Então, não foi ele. Talvez os senadores daqui estejam com uma questão. Esse voto dos senadores não foi em relação ao Messias. Eles deram voto em relação a outro aspecto. A imprensa precisa investigar isso. Ele deu um show hoje”, declarou.

Teixeira também negou saber se Lula pretende indicar outro nome para o cargo e reiterou que votará para a manutenção do veto do PL da Dosimetria, nesta 5ª feira (30.abr.2026), no Congresso.

42 votos contra e 34 a favor

A nomeação de Messias foi rejeitada no plenário do Senado. Foram 42 votos contra e 34 a favor –7 a menos do que os 41 necessários. Antes, o nome havia sido aprovado por 16 votos a 11 na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Casa.

Jorge Messias foi o 1º nome a ser barrado pelo Senado em 132 anos. O último presidente que não conseguiu emplacar seu candidato para o Supremo Tribunal Federal foi o marechal Floriano Peixoto, em 1894.

Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-congresso/teixeira-nega-que-rejeicao-de-messias-indique-fim-do-governo/

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