Seleção de 2026 é a que mais tem atletas atuando no Brasil desde 2002

Convocação de Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo tem 7 jogadores de clubes brasileiros; no penta, em 2002, eram 13 atletas atuando no país

O técnico Carlo Ancelotti convocou na 2ª feira (18.mai.2026) 7 jogadores que atuam em clubes brasileiros para a Copa do Mundo de 2026. Desde 2002, quando o Brasil conquistou o pentacampeonato mundial com 13 atletas atuando no país, a seleção convocada para a Copa não contava com tantos nomes do futebol nacional.

A composição da equipe de Ancelotti representa uma mudança em relação às convocações recentes. Nas últimas Copas, a seleção priorizou atletas que atuavam no exterior. A presença de jogadores de clubes brasileiros amplia a identificação dos torcedores com a seleção e aproxima a equipe do público local.

A lista atual inclui Alex Sandro, Danilo, Léo Pereira e Lucas Paquetá, do Flamengo; Danilo Santos, do Botafogo; Neymar, do Santos; e Weverton, do Grêmio.

Comparação com o penta

Em 6 de maio de 2002, o técnico Luiz Felipe Scolari convocou 23 jogadores para a Copa do Mundo disputada na Coreia do Sul e no Japão. Inicialmente, 12 atletas atuavam no futebol brasileiro.

Os goleiros Marcos (Palmeiras), Dida (Corinthians) e Rogério Ceni (São Paulo) integraram a lista. Na defesa, foram convocados Anderson Polga (Grêmio), Roque Júnior (Milan), Lúcio (Bayer Leverkusen), Edmílson (Lyon), Cafu (Roma), Belletti (São Paulo), Roberto Carlos (Real Madrid) e Júnior (Parma).

No meio-campo, Felipão chamou Emerson (Roma), Kléberson (Atlético-PR), Gilberto Silva (Atlético-MG), Vampeta (Corinthians), Rivaldo (Barcelona), Kaká (São Paulo) e Juninho Paulista (Flamengo). No ataque, os escolhidos foram Ronaldo (Internazionale), Ronaldinho Gaúcho (PSG), Edílson (Cruzeiro), Luizão (Grêmio) e Denílson (Bétis).

O número de atletas atuando no Brasil subiu para 13 depois do corte de Emerson. O volante sofreu uma lesão na véspera da estreia contra a Turquia e foi substituído por Ricardinho, do Corinthians.

REDUÇÃO

De 2006 a 2022, a seleção brasileira manteve baixo o número de jogadores atuando no futebol nacional.

Na Copa de 2006, o Brasil teve apenas 3 atletas de clubes brasileiros: Rogério Ceni (São Paulo), Mineiro (São Paulo) e Ricardinho (Corinthians).

Em 2010, o número permaneceu em 3, com Gilberto (Cruzeiro), Kléberson (Flamengo) e Robinho (Santos). Já em 2014, na Copa disputada no Brasil, foram 4 convocados do futebol nacional: Jefferson (Botafogo), Victor (Atlético-MG), Jô (Atlético-MG) e Fred (Fluminense).

Na Copa de 2018, disputada na Rússia, o técnico Tite convocou 3 jogadores que atuavam no país: Cássio (Corinthians), Fagner (Corinthians) e Pedro Geromel (Grêmio).

Em 2022, novamente foram 3 atletas de clubes brasileiros na lista final: Weverton (Palmeiras), Everton Ribeiro (Flamengo) e Pedro (Flamengo).

Mudança na composição da seleção

A presença maior de jogadores que atuam no exterior começou a crescer no fim dos anos 1980. Na Copa do Mundo de 1990, disputada na Itália, o técnico Sebastião Lazaroni convocou 22 jogadores, sendo 12 de clubes estrangeiros.

Décadas antes, atuar fora do país ainda era visto com resistência no futebol brasileiro. Em 1958, ano do 1º título mundial da seleção, Mazzola viveu uma polêmica durante a preparação para a Copa. O atacante, que depois voltou a usar o nome José Altafini, negociava transferência para o Milan.

Parte da imprensa questionava se o jogador evitaria divididas para preservar o acordo com o clube italiano. Segundo jornais da época, a transferência foi concluída durante a disputa da Copa do Mundo.

Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-copa-2026/selecao-de-2026-e-a-que-mais-tem-atletas-atuando-no-brasil-desde-2002/

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