Saiba o que Flávio dizia sobre o caso Master antes de áudio vazar

Senador associava banco ao PT e dizia que “o Pix é do Bolsonaro e o Master é do Lula”

O senador Flávio Bolsonaro (PL) usava suas redes sociais e entrevistas para associar o caso do Banco Master ao PT e ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) antes do vazamento do áudio na 4ª feira (13.mai.2026) em que pede dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Desde o início das investigações, a direita e a esquerda tentam vincular o episódio ao campo adversário.

Flávio confirmou ter feito o pedido a Vorcaro, mas disse que a conversa era privada. Também vieram a público mensagens em que ele mantinha contato com o ex-banqueiro pelo WhatsApp. Depois da revelação do áudio, aliados do senador foram pegos de surpresa. O produtor Mario Frias, responsável pelo filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro (PL), negou que a produção tenha recebido recursos de Vorcaro. O ex-presidente, por sua vez, disse ao filho para “ficar firme” e negou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro represente uma opção eleitoral.

No sábado (9.mai), durante evento em Santa Catarina, Flávio usou uma camiseta com a frase “O Pix é do Bolsonaro e o Master é do Lula”. Aos jornalistas, disse que “a todo o momento a esquerda tenta criar narrativas contra Bolsonaro” ao tentar vincular o ex-presidente ao Banco Master. Segundo ele, “não foi o Bolsonaro que se reuniu escondidinho com o Vorcaro e o presidente do Banco Central, foi o Lula”.

Assista à declaração (1min10s):

Na 6ª feira (8.mai.2026), Flávio publicou no X que “tudo acontece nos governos do PT”, mas “nunca é culpa deles”. Disse ainda que o partido foi contra a CPI do Banco Master e, depois da operação autorizada pelo ministro André Mendonça, passou a tentar se apresentar como defensor da investigação.

No vídeo publicado com a mensagem, Flávio disse que Lula poderia “aparecer a qualquer momento” para apoiar a CPI. Afirmou que o PT “não quis investigar” e citou Jaques Wagner (PT-BA), Guido Mantega, Ricardo Lewandowski, Rui Costa (PT-BA) e o próprio presidente. “Tentou travar, mas não conseguiu. A oposição assinou. Eu assinei. E agora a CPI vai sair”, declarou.

Tudo acontece nos governos do PT.
Mas, curiosamente, nunca é culpa deles.

Já perceberam isso?

O PT foi contra a CPI do Banco Master.
Agora que a bomba estourou, querem posar de defensores da investigação.

O Brasil tá vendo! pic.twitter.com/NE0DAeJpqG

— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) May 8, 2026

Na 5ª feira (7.mai.2026), o senador escreveu que a base de Lula havia se recusado a assinar o pedido de investigação. “A oposição apoiou. Eu assinei. Já os ‘companheiros’ preferiram ficar de fora”, publicou. No vídeo, defendeu a CPI e disse que as denúncias eram graves. “O povo brasileiro merece saber toda a verdade. Como esse banco cresceu? Quem estava por trás? Quem se beneficiou? E quais são as ligações do Master com a alta cúpula do PT Nacional e da Bahia?”, afirmou.

O PT foi contra a CPI do Master. Misteriosamente, a base de Lula se recusou a assinar o pedido de investigação.

A oposição apoiou. Eu assinei. Já os “companheiros” preferiram ficar de fora.

Por quê? Medo do que pode aparecer?

Sem blindagem. Sem acordão. CPI do Master, já! pic.twitter.com/MTH3qBRVZY

— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) May 8, 2026

No dia 5 de maio, Flávio resumiu a linha política adotada pela oposição em uma frase: “O PIX é do Bolsonaro, o Master é do Lula (em especial do PT da Bahia)!”, em resposta a um vídeo do PT que vincula o senador ao banco. O slogan passou a ser repetido por congressistas de direita para tentar desvincular Bolsonaro do caso.

No dia 1º de maio, o senador escreveu: “Quem não quer a CPMI do Master é a esquerda! Vamos pra cima! O PT tem muita coisa a explicar…”. No vídeo, negou que bolsonaristas tivessem desistido da investigação. Disse que a derrubada do veto ao Projeto de Lei da Dosimetria havia concentrado a pauta do Congresso, mas afirmou que a leitura da CPMI teria de ser feita na sessão seguinte. Também negou acordo com o ministro Alexandre de Moraes ou com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Quem não quer a CPMI do Master é a esquerda! Vamos pra cima! O PT tem muita coisa a explicar… pic.twitter.com/UUkphhEo1c

— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) May 2, 2026

Em 19 de abril, Flávio compartilhou uma captura de tela de reportagem com o título “Como o escândalo Master alcança Lula e pode dificultar o seu projeto de reeleição”. Na legenda, repetiu o slogan: “O PIX é do Bolsonaro, O Banco Master é do Lula!”.

Em 12 de abril, o senador mencionou a Polícia Federal em publicação sobre Jair Bolsonaro e voltou a relacionar o Master ao governo Lula. Escreveu que o “chefe da Polícia Federal é amigo e pau mandado de Lula” e “viaja bancado pelo banco Master”. Disse ainda: “Deve ser pelo bem da democracia”.

Em 23 de março, Flávio publicou trecho de entrevista a jornalistas e escreveu que “o lulopetismo baiano está no DNA do caso Master”. Questionado se a relação de Vorcaro poderia atingir a direita, respondeu que não. Disse que Lula tentava criar uma “narrativa falsa” para vincular bolsonaristas ao caso e afirmou que Jaques Wagner e Rui Costa estariam “no cerne” do episódio. Também declarou esperar que Vorcaro faça delação.

O lulopetismo baiano está no DNA do caso Master. Não tem nem como tentar esconder, esse esquema é a cara da esquerda. pic.twitter.com/Bznjh8Qz2d

— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) March 23, 2026

A sequência começou antes, em 9 de março, quando Flávio disse ter assinado pedidos de CPI contra os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Na mesma publicação, afirmou que já havia assinado o pedido de CPI do Banco Master. Disse também que pediria a ampliação da investigação para incluir o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente do BC (Banco Central), Gabriel Galípolo. “Toda e qualquer suspeita tem que ser investigada, não importa contra quem seja!”, escreveu.

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Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-congresso/saiba-o-que-flavio-dizia-sobre-o-caso-master-antes-de-audio-vazar/

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