Mensagem foi lida durante manifestação em Curitiba; caso ressurge depois de Moraes restringir visitas a Jair Bolsonaro depois de Flávio divulgar carta do pai
O PT leu publicamente, durante a campanha presidencial de 2018, uma carta escrita por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na época, o atual presidente da República estava preso na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba.
O episódio se deu em 11 de setembro daquele ano. Em ato realizado perto da sede da PF, o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, um dos fundadores do PT, leu a mensagem de que Lula desistia da candidatura à Presidência e indicava Fernando Haddad (PT) como seu substituto na disputa pelo Planalto. Leia a íntegra da carta (PDF — 52 kB).
Assista à leitura da carta de Lula:
🎥#vídeo Carta de Lula indicou Haddad para disputa presidencial em 2018
🗣️ Texto escrito pelo petista quando estava preso foi lido publicamente em frente à sede da Polícia Federal em Curitiba
👇 Assista ao vídeo: pic.twitter.com/0ngN8nn4Jt
— Poder360 (@Poder360) July 13, 2026
A Executiva Nacional do PT já havia aprovado a chapa formada por Haddad e Manuela d’Ávila, então no PC do B. Na carta, Lula pediu votos para os 2 candidatos e afirmou que tomava a decisão em razão do prazo imposto pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que havia barrado sua candidatura com base na Lei da Ficha Limpa.
O caso voltou a ser lembrado depois que o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), suspendeu por 90 dias as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao pai, Jair Bolsonaro (PL).
CARTA DE BOLSONARO
Flávio leu em vídeo e publicou nas redes sociais uma carta em que o ex-presidente pediu união em torno da pré-candidatura do filho ao Planalto. Moraes afirmou que o senador usou a visita para obter o documento e divulgá-lo nas plataformas digitais.
(Assista 20min05):
determinação judicial
As situações têm como ponto comum a leitura pública, por aliados, de cartas escritas por políticos presos. O contexto judicial, no entanto, é diferente.
No caso de Bolsonaro, havia uma determinação expressa que o proibia de usar redes sociais diretamente ou por intermédio de terceiros. Moraes considerou que a divulgação realizada por Flávio desrespeitou essa restrição. O ministro também deu 48 horas para a defesa informar se o ex-presidente sabia que o documento seria publicado.
OUTRAS CARTAS
A carta que oficializou Haddad não foi a única mensagem política enviada por Lula durante o período em que esteve preso.
Em 4 de agosto de 2018, uma carta do petista foi lida durante a convenção que oficializou sua candidatura à Presidência. O encontro contou com integrantes da campanha, dirigentes do PT e aliados, entre eles Haddad, Gleisi Hoffmann e Dilma Rousseff.
No dia seguinte, Lula enviou outra mensagem à direção do partido indicando Haddad para a Vice-Presidência e aceitando a participação de Manuela na composição eleitoral. A carta já apresentava o ex-prefeito de São Paulo como alternativa caso a candidatura do petista fosse impedida.
Em 19 de setembro, já com Haddad como candidato, o PT divulgou uma carta de Lula com críticas ao então candidato a vice-presidente Hamilton Mourão. O texto respondia a declarações do general sobre famílias chefiadas por mulheres.
Depois da eleição, em 30 de novembro, outra mensagem de Lula foi lida durante uma reunião do Diretório Nacional do PT. Nela, o petista afirmou que o partido precisava “voltar a falar a linguagem do povo” e se reconectar com suas bases.
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