Preparativos para Putin e pressões da guerra marcam semana chinesa

China anunciou expansão do PIB trimestral acima das projeções mesmo com crise no Irã, mas preços dos combustíveis disparam

Um dos eventos mais importantes da semana na China foi o encontro do presidente chinês, Xi Jinping (Partido Comunista da China), com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, na 4ª feira (15.abr.2026). Entre os temas discutidos entre as partes está o aprofundamento das relações entre China e Rússia, tanto no campo diplomático quanto no setor energético. Segundo Xi, os 2 países devem se aproximar para garantir seus interesses em um mundo em conflito e transformação.

China e Rússia também trataram de uma visita do presidente russo, Vladimir Putin (independente) à Pequim ainda no 1º semestre deste ano. Segundo a mídia russa, a data mais provável da viagem é na metade de maio, em uma data próxima da visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano) à Pequim.

A ida de Trump à China estava agendada para o final de março, mas a Casa Branca decidiu adiar a viagem para focar suas atenções na guerra contra o Irã iniciada em 28 de fevereiro. Ainda sem confirmação oficial do governo chinês, a visita do republicano deve acontecer nos dias 14 e 15 de maio.

Assista à reportagem (2min5s):

PIB CRESCE E PRESSÕES DA GUERRA AUMENTAM

A China anunciou na 5ª feira (16.abr) um crescimento de 5% no PIB (Produto Interno Bruto) do 1º trimestre. O resultado agradou o governo, que informou que a expansão representa a resiliência da economia chinesa em um período desafiador. Com o início da guerra no Oriente Médio no final de fevereiro, 1/3 do trimestre foi afetado pelos efeitos do conflito, principalmente no aumento do preço do barril de petróleo. Em março, a commodity passou 15 dias acima de US$ 95.

O anúncio do PIB chinês superou as expectativas do mercado, que estimavam uma expansão entre 4,8% e 4,9%. Apesar do resultado, a China já apresenta sintomas da guerra no campo dos combustíveis. Desde o início do confronto entre EUA e Irã, o preço da gasolina e do diesel subiram 28% e 30,5%, respectivamente.

A CNDR (Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma) –órgão que monitora os preços dos combustíveis no país– já precisou atuar duas vezes para limitar esse aumento, estabelecendo um teto para o reajuste dos preços.

Outro indicativo econômico que liga o alerta chinês foi a desaceleração de suas exportações. Em março, as vendas para o exterior cresceram 2,5%, um patamar inferior ao registrado ao longo de todo o ano passado, com exceção de outubro em que houve uma retração nesse índice.

Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-china/preparativos-para-putin-e-pressoes-da-guerra-marcam-semana-chinesa/

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