Procurador-geral da República diz que magistrado teve uma atuação “corajosa, segura, firme e talentosa” no caso do 8 de Janeiro
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, elogiou nesta 4ª feira (3.jun.2026) o ministro Alexandre de Moraes, do STF, por sua atuação no caso que condenou os envolvidos no 8 de Janeiro. A declaração do PGR foi feita durante a cerimônia de encerramento do 14º Fórum de Lisboa e fez com que a plateia aplaudisse.
Gonet afirmou que “parece” que o Brasil “se esqueceu” que viveu “recentemente” a “condenação de pessoas que atentaram contra a democracia, que procuraram subverter o regime democrático”, mas que “o resto do mundo não se esqueceu”. Segundo Gonet, foi indispensável o trabalho do STF. “E eu ousaria destacar a atuação corajosa, a atuação segura, firme e talentosa do relator dessa ação penal, o ministro Alexandre de Moraes”, declarou.
Ao mencionar Moraes, que estava presente ao encerramento, a plateia aplaudiu.
Assista ao vídeo (2min1s):
Gonet afirmou que o mundo ainda fala sobre como as instituições no Brasil foram “fortes o suficiente”. Segundo ele, Moraes “mostrou o que a segurança pública deve fazer”: ser firme, atuante, “respeitar o devido processo legal”, “todas as regras” e “chegar a um resultado duradouro”, que deixa “todos orgulhosos”.
Moraes participou do 14º Fórum de Lisboa. Falou que há “abuso criminoso de pseudo liberdade de expressão”, defendeu a regulação de big techs e pediu uma regra mundial para redes sociais.
No painel “Democracia, Populismo e Polarização Ideológica”. Ele mencionou a encíclica Magnifica humanitas, do papa Leão 14, e declarou: “Assim como em 1945, pós-guerra, se sentiu a necessidade de uma declaração de direitos pela ONU, há necessidade de os países democráticos se unirem para uma regulamentação internacional”.
Moraes afirmou que “há necessidade de uma regulamentação internacional das big techs”, o que classificou como “urgente”.
O magistrado disse: “Daqui a pouco tempo, poucos anos, os países não terão a tecnologia necessária para impedir veiculação no seu território. Hoje, isso é possível. Redes sociais, empresas, big techs que não respeitam a legislação dos países, não respeitam ordens judiciais, praticam crimes, hoje é possível o bloqueio em território nacional. Daqui a pouco, em virtude dos satélites de baixa altitude, isso não será mais possível. Ou seja, a soberania dos países estará e poderá ser totalmente desrespeitada”.
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