PoderData perguntou aos entrevistados se acham o tratamento dado por jornais ao candidatos “brando” ou “na medida certa” ou “exagerado”; os resultados para cada um são semelhantes, com apoiadores vendo perseguição e críticos vendo o adversário com privilégio
Pesquisa PoderData realizada de 30 de maio a 1º de junho de 2026 mostra um eleitorado polarizado na percepção sobre o tratamento dado por jornais ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Embora a pergunta tenha sido feita separadamente sobre cada um, os resultados são semelhantes: ⅓ dizem que é “branda demais”, outro ⅓ dizem que é “exagerada demais” e outro ⅓ afirma ser “rigorosa na medida certa”.
Os resultados do levantamento mostram que a polarização continua sendo a principal força organizadora da eleição de 2026.
Na prática, os dados sugerem que Lula e Flávio mantêm bases eleitorais consolidadas. Entre os que avaliam como “exagerada demais” a cobertura dos jornais sobre cada pré-candidato, predominam grupos de eleitores tradicionalmente favoráveis a eles.
Os apoiadores de cada lado tendem a enxergar seu candidato como vítima de perseguição e o adversário como beneficiário de tratamento privilegiado. O resultado é um país dividido em blocos de tamanho semelhante, que interpretam os mesmos fatos de maneiras completamente diferentes.
Por essa razão, a eleição deve ser decidida por um 3º grupo: os eleitores que não estão integralmente alinhados a nenhum dos polos. São os que podem até ter preferência por um lado, mas ainda não desenvolveram uma rejeição definitiva ao outro.
Em um cenário de polarização consolidada, a vitória tende a ficar com quem conseguir ampliar sua presença nesse espaço intermediário sem aumentar a própria rejeição.
A pesquisa foi realizada pelo PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios. Os dados foram coletados de 30 de maio a 1º de junho de 2026, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 166 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%.
Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, são mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.
ESTRATIFICAÇÃO
O Poder360 estratifica os dados por recortes demográficos (sexo, idade, região, escolaridade, renda e religião). Eis os resultados:
PODERDATA
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AGREGADOR DE PESQUISAS
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METODOLOGIA
A pesquisa PoderData foi realizada de 30 de maio a 1º de junho de 2026. Foram entrevistadas 2.500 pessoas com 16 anos de idade ou mais em 166 municípios nas 27 unidades da Federação. Foi aplicada uma ponderação paramétrica para compensar desproporcionalidades nas variáveis de sexo, idade, grau de instrução, região e renda. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
As entrevistas foram realizadas por telefone (para linhas fixas e de celulares), por meio do sistema URA (Unidade de Resposta Audível), em que o entrevistado ouve perguntas gravadas e responde por meio do teclado do aparelho. O intervalo de confiança do estudo é de 95%.
Para facilitar a leitura, os resultados da pesquisa foram arredondados. Por causa desse processo, é possível que o somatório de algum dos resultados seja diferente de 100%. Diferenças entre as frequências totais e os percentuais em tabelas de cruzamento de variáveis podem aparecer por conta de ocorrências de não resposta. Este estudo foi realizado com recursos próprios do PoderData, empresa de pesquisas que faz parte do grupo de mídia Poder360 Jornalismo.