Obama repudia ataque a tiros em jantar de Trump com jornalistas

Ex-presidente agradeceu ao Serviço Secreto e declarou não haver espaço para violência na democracia

O ex-presidente dos EUA Barack Obama (democrata) repudiou neste domingo (26.abr.2026) o ataque a tiros durante o jantar de Donald Trump (republicano).

“Embora ainda não tenhamos os detalhes sobre os motivos por trás do tiroteio de ontem à noite no Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, cabe a todos nós rejeitar a ideia de que a violência tem algum lugar em nossa democracia. É também um lembrete sóbrio da coragem e do sacrifício que os EUA Agentes do Serviço Secreto aparecem todos os dias. Sou grato a eles – e grato que o agente que foi baleado vai ficar bem”, afirmou Obama em seu perfil no X (ex-Twitter).

DEMOCRATAS SE MANIFESTAM

Leia abaixo as mensagens:

Tim Walz, governador de Minnesota e ex-candidato a vice-presidente;

Nancy Pelosi, congressista e ex-presidente da Câmara dos EUA;

ATAQUE AO JANTAR DE TRUMP

Leia abaixo o que se sabe até agora:

o que houve – um homem armado furou a barreira de segurança durante um evento com Trump, o Serviço Secreto reagiu e tiros foram disparados;
o que era o evento – o tradicional jantar com os jornalistas setoristas na Casa Branca, realizado em 25 de abril de 2026 no Washington Hilton Hotel, na capital dos EUA, com o republicano, o 1º escalão do governo Trump, profissionais da mídia e convidados;
Trump escoltado – assim que os tiros foram ouvidos, o Serviço Secreto retirou o republicano às pressas do jantar;
quem é o suspeito – Cole Allen tem 31 anos, é engenheiro formado pela Caltech e morava na Califórnia. Ele portava duas armas de fogo e várias facas no momento em que foi imobilizado pelo Serviço Secreto. Está sob a custódia das autoridades;
“lobo solitário” – após o ataque, Trump falou a jornalistas e disse acreditar que Cole Allen agiu sozinho –ele também postou uma foto do homem em seu perfil nas redes sociais;
feridos no ataque – Trump afirmou que ele, a primeira-dama Melania, o vice-presidente JD Vance e os demais integrantes do governo que estavam no jantar estão bem, mas que um agente do Serviço Secreto foi baleado. Disse ter conversado com o oficial, que está bem e vestia um colete à prova de balas.

ASSOCIAÇÃO DE JORNALISTAS

O jantar de sábado (25.abr) entre jornalistas e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi organizado pela WHCA (“White House Correspondents Association”). A forma mais correta de traduzir o nome dessa entidade privada é “Associação dos Jornalistas que fazem a Cobertura da Casa Branca”.

A WHCA foi criada por jornalistas em 25 de fevereiro de 1914, como resposta a uma declaração do então presidente dos EUA, Woodrow Wilson, que em 1913 disse que poderia acabar com a tradição de participar de entrevistas para jornalistas, pois “certos jornais vespertinos” (sem dizer quais) estariam publicando frases que ele considerava ter dado de forma reservada.

O 1º jantar anual da WHCA foi realizado em 7 de maio de 1921 no Arlington Hotel, na esquina da avenida Vermont com a rua L, em Washington. O então presidente dos EUA, Warren G. Harding, não foi ao evento. O 1º presidente norte-americano a participar do jantar foi Calvin Coolidge, em 1924.

Ao longo dos anos, o jantar se tornou uma tradição do mundo político norte-americano, na capital do país. O local muda de tempos em tempos. É sempre uma oportunidade para o presidente do país falar de maneira mais descontraída, ouvir e contar piadas.

Essas oportunidades são vistas como uma celebração da liberdade de expressão, um dos direitos mais populares no país e consagrado em 1791 pela 1ª emenda à Constituição dos EUA, que impede o Congresso de criar leis que limitem a liberdade de expressão, imprensa, reunião, religião e petição ao governo.

Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-internacional/obama-repudia-ataque-a-tiros-em-jantar-de-trump-com-jornalistas/

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