Índice sinaliza a investidores estrangeiros os países seguros para aplicação financeira; grau de investimento brasileiro é o mesmo desde 2016
A agência de classificação de riscos Moody’s mudou a previsão da nota de crédito do Brasil nesta 4ª feira (1º.mai.2024) para “positiva”. O nível (rating) do país é Ba2, que indica um risco maior para investimentos estrangeiros.
A agência manteve a nota, mas mudou a perspectiva da avaliação de “estável” para “positiva”. O índice sinaliza a investidores estrangeiros os países seguros para aplicação financeira. O grau de investimento brasileiro é o mesmo desde 2016.
Segundo o Tesouro Nacional, essa decisão é a 1ª movimentação da Moody’s desde 2018, quando houve a mudança de perspectiva de negativa para estável. Isso, segundo o órgão, “reforça a melhoria na trajetória da nota de crédito verificada desde 2023”, com a elevação do rating pela Standard & Poor’s e pela Fitch. As 3 instituições compõem as agências de riscos mais conceituadas do mercado.
O grau de investimento funciona como um atestado de que os países não correm risco de dar calote na dívida pública. Abaixo dessa categoria, está o grau especulativo, cuja probabilidade de deixar de pagar a dívida pública sobe à medida que a nota diminui.
As notas de crédito servem como referência para os juros dos títulos públicos, que representam o custo para o governo pegar dinheiro emprestado dos investidores.
Nas redes sociais, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a revisão da Moody’s é o reconhecimento da mudança da melhora das perspectivas econômicas brasileiras.
“Isso tem a ver com o trabalho conjunto dos três Poderes, que colocaram os interesses do país acima de divergências superáveis. Mesmo com a deterioração momentânea da economia global, o Brasil caminha e recupera credibilidade econômica, social e ambiental. Temos muito a fazer!”, disse.
Ao manter o rating Ba2, a Moody´s indica riscos diante do nível elevado de endividamento do Brasil. A agência destacou a importância da manutenção da credibilidade do novo marco fiscal para a “redução das incertezas a respeito da trajetória fiscal”.
Com informações da Agência Brasil.