Mesmo com silêncio de Lula, 7 dos 38 ministros lembram 60 anos do golpe

Presidente optou por não se manifestar sobre a data; discrição é parte de estratégia para melhorar relação com Forças Armadas

O aniversário de 60 anos do golpe militar foi lembrado por 7 ministros do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste domingo (31.mar.2024). A tomada do poder pelos militares, realizada em 31 de março de 1964, foi repudiada nas redes sociais pela minoria do ministeriado lulista –representa menos de 1/5. Os outros 31 optaram por seguir o silêncio do Planalto até a publicação desta reportagem.

O presidente decidiu não fazer qualquer alusão ao golpe, assim como também foi feito pelas Forças Armadas e pelo Ministério da Defesa. O Poder360 apurou que a discrição de Lula é bem-vista pelos militares. A opção pelo silêncio é parte de sua estratégia para melhorar a relação com a caserna.

Leia abaixo as manifestações dos ministros:

Silvio Almeida (Direitos Humanos) – o ministro participaria de ato no Museu da República em homenagem a pessoas perseguidas durante o período. A manifestação foi cancelada por Lula. Mais cedo, citou o ex-deputado Ulisses Guimaraes em publicação em seu perfil no X (ex-Twitter): “É preciso ter ódio e nojo da ditadura”.

Paulo Pimenta (Secretaria de Comunicação) – também fez alusão à frase de Ulysses Guimarães e declarou que a defesa da democracia é “um desafio que se renova” diariamente;
Cida Gonçalves (Mulheres) – fez declaração em homenagem às pessoas mortas e torturadas durante a ditadura;

Camilo Santana (Educação) – repudiou o golpe militar. “A mancha deixada por toda dor causada jamais se apagará”, declarou;

Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar) – homenageou Rubens Paiva, Wladimir Herzog e Manoel Fiel Filho, mortos e torturados pelo regime;

Sonia Guajajara (Povos Indígenas) – falou sobre o assassinato de povos indígenas durante o período ditatorial: “A ditadura promoveu um genocídio dos nossos povos e também de nossa cultura”;

Jorge Messias (Advocacia Geral da União) – homenageou a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), torturada durante a ditadura. “Que a luz da democracia prevaleça sempre”, afirmou;

Dilma também se pronunciou sobre a data. Em publicação em seu perfil no X (ex-Twitter), a ex-presidente associou o golpe militar aos ataques extremistas do 8 de Janeiro.

Fonte: https://www.poder360.com.br/governo/mesmo-com-silencio-de-lula-7-dos-38-ministros-lembram-60-anos-do-golpe/

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