Ex-ministra do Meio Ambiente também diz que trabalhará por “frente ampla”, mas que não sentará com “escarnecedores” da Braskem e com garimpeiros
Ex-ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva (Rede) disse, nesta 2ª feira (8.jun.2026), ao Poder360 ser necessário tratar os evangélicos com “respeito”. A declaração foi dada ao ser questionada sobre resistência do eleitorado evangélico ao PT e ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Tratar as pessoas com respeito. Estamos numa democracia e as pessoas têm direito de escolha numa eleição que o que tem que se olhar são as propostas, o trabalho que já foi feito, os resultados já alcançados. A partir daí, as pessoas tomarão suas decisões, sejam aqueles que creem, aqueles que não creem”, afirmou.
Assista ao vídeo (1min10s):
Marina falou sobre o tema durante o 4º Encontro Nacional de Evangélicos e Evangélicas do PT, na sede nacional da sigla, em Brasília. O evento foi organizado pelo Setorial Nacional Inter-religioso do partido, pelo Núcleo Nacional de Evangélicos e Evangélicas do PT e pela Fundação Perseu Abramo.
“As pessoas sabem quando as coisas estão em conformidade com aqueles mais vulneráveis. Os pequenos irmãos de Jesus, como ele costumava dizer: ‘Quando tive fome, tu me deste de beber. Quando estava preso, tu me visitaste’. É assim que nós vamos dialogar. Respeitando as pessoas. Ninguém é obrigado a instrumentalizar sua fé pela política nem a política deve ser instrumentalizada pela fé”, acrescentou a ex-ministra.
Em 29 de maio, pesquisa PoderData mostrou que a desaprovação do segmento à administração atingiu 60% –subiu 4 pontos durante o 3º mandato.
DEFESA DO MEIO AMBIENTE
Marina Silva também disse que trabalhará por “frente ampla”, mas que não sentará com “escarnecedores” da Braskem –a empresa está associada ao desastre ambiental e social causado em Maceió (AL), que resultou em afundamento do solo em diferentes bairros.
“Vamos trabalhar numa frente ampla. Com quem crê, com quem não crê. Com trabalhadores, com empresários, com mulheres, com pessoas indígenas, com pessoas pretas, com todas as pessoas. Mas sabemos o que queremos alcançar. Aonde queremos chegar. Não vamos sentar à roda com os escarnecedores nem da Braskem, nem dos garimpeiros, nem de quem quer destruir a Amazônia, o cerrado, a caatinga e a Mata Atlântica”, declarou ao participar de mesa no evento.