Lula tem 26 palanques estaduais definidos contra 18 de Flávio

Petista terá 12 candidaturas próprias e 14 alianças com outras siglas; já o senador terá apoio de 12 candidatos do PL nos Estados

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chegam à reta final das convenções partidárias com a maior parte dos palanques estaduais definida. 

Levantamento do Poder360 mostra que o PT terá candidaturas próprias aos governos de 12 Estados e 14 alianças com outros partidos. Flávio conta com 17 palanques estaduais, dos quais 12 são encabeçados pelo PL. 

O PT tenta repetir a frente ampla que levou Lula à Presidência em 2022. Em Estados como Amapá, Paraíba e Sergipe, o partido abriu mão de candidaturas próprias para apoiar aliados. 

Já a maioria dos palanques fechados por Flávio será de candidaturas próprias. Até o momento, ele tem alianças com outros partidos no Pará, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo.

COSTURAS NOS ESTADOS

No Paraná, por exemplo, Flávio Bolsonaro terá espaço no palanque do senador Sergio Moro (PL-PR), que voltou a se aproximar do bolsonarismo e se filiou ao Partido Liberal para disputar o governo do Estado. 

O maior impasse dos 2 partidos, porém, é Minas Gerais, o 2º maior colégio eleitoral do país. Depois de negociações frustradas com Rodrigo Pacheco (PSB), Alexandre Kalil (PSD) e Marília Campos (PT), o Partido dos Trabalhadores vai lançar o deputado federal Patrus Ananias para a disputa ao governo.

O PL, por sua vez, tenta fechar uma aliança com o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que lidera as pesquisas recentes. 

Essa configuração impede o partido de lançar um candidato próprio ao governo estadual. O ex-presidente da Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), Flávio Roscoe (PL), havia colocado o nome à disposição para a disputa. 

As estratégias também são diferentes no Ceará. O PT tenta reeleger Elmano de Freitas, que aparece atrás de Ciro Gomes (PSDB) em cenários de 2º turno. Já o PL deve apoiar a candidatura de Ciro ao governo estadual, mas o acordo não estabelece apoio do ex-governador à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.

No Norte, Lula ainda enfrenta dificuldades para consolidar o palanque em Roraima. Integrantes do campo petista evitam associar a campanha estadual ao presidente por causa do perfil mais conservador do eleitorado local. 

Flávio não enfrenta impasses semelhantes no Estado, onde terá Arthur Henrique (PL) como candidato. 

Entre os governadores que disputarão a reeleição, Lula tem como principais apostas Jerônimo Rodrigues (Bahia), Elmano de Freitas (Ceará) e Rafael Fonteles (Piauí). Desses, Fonteles lidera as pesquisas recentes. 

Na Bahia, levantamentos colocam Jerônimo atrás de ACM Neto (União Brasil). Entre os aliados do PT, o governador do Amapá, Clécio Luís (União Brasil), também aparece atrás do prefeito de Macapá, Dr. Furlan (PSD), em cenários de 2º turno.

Lula terá mais apoio de governadores no 1º turno

Na disputa pelo apoio dos governadores, Lula larga com vantagem. O petista conta hoje com o apoio declarado de 12 governadores. Mas Flávio deve reunir mais governadores em exercício em um eventual 2º turno. A diferença ajuda a explicar como cada campanha pretende construir sua força regional até outubro.

A aparente contradição decorre de critérios diferentes. Nem todo governador apoia o pré-candidato a governador do próprio campo político. 

Em parte dos Estados, o chefe do Executivo prefere um posicionamento diferente do adotado por aliados na disputa estadual –o que separa o mapa de pré-candidaturas do mapa de governadores em exercício.

O apoio a Lula concentra-se com mais força no Nordeste, tanto entre pré-candidatos quanto entre governadores no poder. Flávio, por sua vez, tem base mais consistente no Centro-Oeste e em parte do Sul e Sudeste, incluindo Estados com colégios eleitorais expressivos. Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro seguem sem alinhamento definido na disputa presidencial.

As convenções partidárias seguem até 5 de agosto de 2026, prazo para que partidos e federações oficializem candidatos e coligações. 

O registro das candidaturas poderá ser feito até 15 de agosto e a campanha eleitoral começa em 16 de agosto. 

O 1º turno está marcado para 4 de outubro. Se necessário, o 2º turno será em 25 do mesmo mês.

METODOLOGIA 

O levantamento do Poder360 considerou as articulações estaduais das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) até 24 de julho de 2026.

Foram contabilizados os palanques com base em pré-candidaturas anunciadas publicamente, candidaturas oficializadas em convenções partidárias, convenções já marcadas para oficializar nomes ou alianças, declarações públicas de apoio de candidatos e dirigentes partidários, acordos confirmados pelas campanhas e pelas direções estaduais das legendas e, quando houve manifestação pública de continuidade, alianças firmadas em eleições anteriores. 

Nos casos em que as negociações seguem em andamento ou não há confirmação pública, o Estado foi tratado como indefinido.

Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes-2026/lula-tem-26-palanques-estaduais-definidos-contra-18-de-flavio/

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