Presidente afirma que medidas do governo seguraram preços nas bombas, mas não deu detalhes sobre novas intervenções
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta 6ª feira (29.mai.2026) que assinou mais 2 decretos para conter a alta dos combustíveis diante do avanço do preço do petróleo provocado pela guerra no Oriente Médio.
Durante anúncios de investimentos da Petrobras em Sergipe, o petista disse à presidente da estatal, Magda Chambriard, que aprovou na 5ª feira (28.mai) duas novas medidas voltadas ao setor, mas não detalhou quais são nem quando serão anunciadas.
“Ainda ontem [5ª feira], assinei mais 2 decretos para que você [Magda] possa continuar com o preço da Petrobras sem ter prejuízo. Esse é o papel do Estado”, disse Lula à dirigente da estatal.
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A Petrobras anunciou na 5ª feira reajuste de R$ 0,48 no preço do litro da gasolina A para distribuidoras, acompanhado de desconto de R$ 0,44 por litro, correspondente à nova subvenção econômica ao combustível anunciada pelo Planalto em 13 de maio.
O reajuste representa alta de 1,5%, que poderia ser maior sem o repasse do governo. Sem o subsídio de R$ 0,44, o aumento chegaria a 17,12%.
Em seu discurso, Lula defendeu as medidas adotadas pelo governo para o diesel e a gasolina desde o início da guerra. Segundo ele, as ações ajudaram a conter os preços dos combustíveis.
“Nós somos o país que tem hoje o preço do combustível mais barato, porque o governo interveio, fazendo justiça à Petrobras para ela não ter prejuízo. A gente fez isenção de impostos federais, a gente subsidiou metade do ICMS dos governadores”, declarou.
Desde 28 de fevereiro, quando começou a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, o governo editou 3 medidas voltadas a produtores e importadores de diesel e uma para a gasolina.
Crítica à privatização da BR
O presidente também criticou a privatização da BR Distribuidora, concluída em 2021, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Lula afirmou que a ausência do Estado na etapa de distribuição dos combustíveis prejudica o país, sobretudo em momentos de instabilidade internacional.
“E eu pergunto a quem votou pela privatização: o que nós ganhamos com a privatização da nossa BR? O que o país ganhou ao privatizar uma das redes mais extraordinárias de distribuição de combustível? Que, se estivesse na nossa mão agora, a gente não estaria passando o aperto por causa da guerra dos Estados Unidos e do Irã”, disse.