Matt Schlapp, líder da CPAC, considerada a maior conferência conservadora do mundo e fundada nos EUA, defendeu Eduardo ao afirmar que ele sofre “perseguição política”
O presidente da Cpac (Conferência de Ação Política Conservadora), Matt Schlapp, publicou nesta 4ª feira (17.jun.2026) uma declaração na conta oficial da Conferência criticando a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
A nota de Schlapp repudiou o que chamou de “perseguição política” de Eduardo: “Trata-se de uma grave violação das normas democráticas, da liberdade de expressão e do Estado de Direito. […] Seu suposto crime foi expor a corrupção, a censura e o abuso de poder que ocorrem dentro do governo brasileiro e do Supremo Tribunal Federal. […] O Ministro Alexandre de Moraes tornou-se o rosto desse abuso de poder judicial”, afirmou.
Eduardo Bolsonaro foi condenado pela 1ª Turma do STF, na última 3ª feira (16.jun), a 4 anos e 2 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, e ao pagamento de R$ 162,1 mil pelo crime de coação no curso do processo de julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. Além da condenação, o ex-deputado teve a perda de seu cargo público e a inelegibilidade declarada. Alexandre de Moraes foi o relator do caso. Entenda os próximos passos após a condenação nesta reportagem.
Eduardo Bolsonaro não apresentou defesa no processo, que foi feita pela DPU (Defensoria Pública da União). O crime de coação, previsto no artigo 344 do Código Penal, acontece quando se usa violência ou grave ameaça para tentar influenciar autoridade, parte ou pessoa que atua em processo judicial, policial ou administrativo.
Autoexilado nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, Eduardo Bolsonaro anunciou na época uma licença do mandato para permanecer no país e atuar contra a “perseguição política à família Bolsonaro”. Desde então, passou a usar a permanência nos EUA para pressionar autoridades norte-americanas contra decisões do STF, inclusive pedindo que Trump imponha sanções a Moraes.
CPAC
A Cpac é o maior evento conservador do mundo, originado nos EUA e organizado pela American Conservative Union (União Conservadora Americana). Nos dias de hoje, funciona como uma rede internacional de articulação política para a direita, integrando líderes globais.