Corte de Cassação do país anulou em 22 de maio a decisão que autorizava a extradição da ex-deputada para o Brasil
A defesa da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) afirmou na 5ª feira (11.jun.2026) que a Justiça italiana negou sua extradição ao Brasil e fez críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Leia a íntegra do processo (PDF – 4 MB).
A informação foi divulgada pelo advogado Fábio Pagnozzi, que representa a ex-congressista. Em publicação no X, ele disse que a corte italiana considerou que Moraes atua simultaneamente como “vítima, testemunha e juiz executor” em processos judiciais e apontou que houve desrespeito a tratados internacionais.
A Corte de Cassação da Itália anulou, em 22 de maio, a decisão que autorizava a extradição de Zambelli ao Brasil.
A defesa sustenta que a ex-deputada é alvo de perseguição por parte de Moraes e afirma que a decisão italiana se baseou nesse entendimento.
“Até a Itália, um país de esquerda, já falou que Alexandre de Moraes é um violador das garantias fundamentais”, declarou Pagnozzi.
Segundo o advogado, a decisão pode servir de precedente para outros casos. Ele citou os ex-deputados Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ), que estão nos Estados Unidos.
Zambelli foi presa em Roma em julho de 2025. Deixou a prisão em maio de 2026.
Ela foi condenada pelo STF em 2 processos: um relacionado à invasão do sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e outro ao episódio em que perseguiu armada um homem em São Paulo na véspera do 2º turno das eleições de 2022.
CORREÇÃO
12.jun.2026 (8h11) – diferentemente do que foi publicado neste post, a ex-deputada Carla Zambelli não está presa em Roma. Ela deixou a prisão em maio de 2026. O texto foi corrigido e atualizado.