Gravação traz imagens de soldados da Guarda Revolucionária apreendendo as embarcações MSC Francesca e Epaminondas
O regime iraniano divulgou na 4ª feira (22.abr.2026) imagens de agentes da IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica do Irã) abordando 2 navios de carga no estreito de Ormuz.
Na gravação, o grupo aparece em lanchas, se aproximando de um porta-contêineres com a sigla MSC estampada na lateral. Na sequência, é mostrada uma abordagem do que seria a sala de máquinas do navio e do convés superior da embarcação.
Assista (3min43s):
A IRGC disse que os 2 navios operavam sem a permissão necessária e adulteraram seus sistemas de navegação.
A tripulação relatou danos à ponte de comando depois de soldados iranianos abrirem fogo e lançarem granadas de uma lancha.
Autoridades da Technomar Shipping Inc., operadora grega do navio porta-contêineres, confirmaram a abordagem. O Panamá condenou o Irã e classificou o ato como “ilegal”.
As apreensões foram realizadas 3 dias depois que fuzileiros navais dos Estados Unidos assumiram o comando do navio de bandeira iraniana Touska, que tentou romper o bloqueio do Estreito de Ormuz.
Reação dos Estados Unidos
Washington disse que o cessar-fogo não foi violado em decorrência dos atos do Irã. “Não eram navios dos Estados Unidos. Não eram navios de Israel. Eram duas embarcações internacionais”, disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, à Fox News.
“E, para a mídia americana que está exagerando isso para descredibilizar os fatos apresentados pelo presidente — de que ele destruiu completamente a Marinha convencional do Irã —, essas duas embarcações foram tomadas por lanchas rápidas armadas. O Irã passou de ter a Marinha mais letal do Oriente Médio para agir como um grupo de piratas.”
Forças dos Estados Unidos interceptaram pelo menos 3 petroleiros iranianos, redirecionando-os de suas posições próximas à Índia, Malásia e Sri Lanka. O cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos foi estendido na 3ª feira (21.abr).
O presidente iraniano Masoud Pezeshkian afirmou que o bloqueio do estreito pelos Estados Unidos é um dos “principais obstáculos para negociações genuínas”. O presidente Trump solicitou que Teerã envie um plano “unificado” antes que as negociações possam prosseguir.
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