Taxa mensal ficou em 2,6%; transportes e educação lideraram as altas de preços no mês
A inflação da Argentina desacelerou para 32,4% em abril na comparação anual, segundo dados divulgados na 5ª feira (14.mai.2026) pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos. Em março, a variação no acumulado em 12 meses estava em 32,6%.
Na comparação mensal, a taxa de preços ao consumidor avançou 2,6% em abril, levemente acima da projeção mediana de 2,5% de economistas consultados pela Bloomberg. O resultado mantém a inflação mensal do país na faixa de 2% a 3%, nível observado ao longo de 2025.
O setor de transportes foi o principal responsável pela pressão inflacionária do mês, com alta de 4,4%, impulsionada sobretudo pelo aumento dos combustíveis. Educação registrou avanço de 4,2%, seguida por comunicação (4,1%), habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis (3,5%), vestuário e calçados (3,2%) e equipamentos e manutenção do lar (2,9%).
PRONUNCIAMENTO DE JAVIER MILEI
O presidente da Argentina, Javier Milei (La Libertad Avanza, direita), comemorou o resultado em publicação na rede social X. Segundo ele, a desaceleração da inflação representa um “retorno à normalidade”, apesar das “tentativas golpistas” da oposição e do impacto externo causado pela guerra no Oriente Médio.
De acordo com o Indec, o transporte foi o segmento com maior impacto sobre a taxa mensal. Desde 1º de maio, a tarifa do metrô em Buenos Aires passou a custar 1.490,36 pesos argentinos, o equivalente a cerca de US$ 1,05.
Apesar da desaceleração anual, a inflação mensal do país segue em patamar elevado. Em 2025, os índices mensais permaneceram na faixa de 2% a 3%, com poucas leituras abaixo de 2%.
Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-economia/inflacao-anual-da-argentina-cai-para-324-em-abril/