O jornal “NY Times” escreveu que classificação das facções brasileiras como terroristas vem após “pressão dos Bolsonaros”
A decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas repercutiu na imprensa internacional na 5ª feira (28.mai.2026). O anúncio foi feito pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, nas redes sociais.
O jornal The New York Times disse: “Após nova pressão dos Bolsonaros, EUA classificam gangues brasileiras como grupos terroristas”.
“Embora Washington já estivesse considerando a mudança há pelo menos 1 ano, o momento escolhido dará um impulso ao senador de 45 anos, conhecido por sua postura firme em relação à lei e à ordem”, afirmou reportagem do Financial Times em referência ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Já a rede Al Jazeera disse que “desde que retornou à Casa Branca para um 2º mandato, Trump tem buscado a designação de ‘terroristas’ para diversas redes criminosas latino-americanas”.
A rede francesa France24 afirmou que “países como o México e o Brasil, com líderes de centro-esquerda, têm se manifestado veementemente contra as designações [de facções criminosas como terroristas], enquanto outros, como o Equador e Honduras, governados por governos de direita, as apoiaram”.
DECISÃO DOS EUA
O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou na 5ª feira (28.mai.2026) que classificará o PCC e o CV como organizações “terroristas”. As duas facções já receberam as designações de “terroristas globais especialmente designados” e serão enquadradas como “organizações terroristas estrangeiras” a partir de 5 de junho.
O governo norte-americano justificou a decisão afirmando que CV e PCC estão entre “as organizações criminosas mais violentas do Brasil”. Segundo o Departamento de Estado, as facções “comandam milhares de integrantes” e executam “ataques brutais” contra policiais, autoridades públicas e civis.
O comunicado oficial destacou que as atividades dessas organizações ultrapassam o território brasileiro. De acordo com os norte-americanos, as operações alcançam outros países da América do Sul e os Estados Unidos.