Governo tenta nova reunião com EUA antes de decisão sobre tarifas

Trump decidirá até 15 de julho se aplicará ou não as novas sanções, com base na investigação conduzida com base na Seção 301

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende marcar uma última reunião com representantes dos Estados Unidos antes de o presidente Donald Trump (Partido Republicano) definir se aplicará ou não novas sanções contra o Brasil. Trump tomará a decisão até 4ª feira (15.jul.2026), com base na investigação conduzida sob a Seção 301.

Segundo a CNN Brasil, integrantes do governo brasileiro tentam alinhar a agenda com Jamieson Greer, chefe do USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA, na sigla em inglês). O encontro se daria no âmbito de um grupo de trabalho entre os países para discutir as tarifas. A expectativa é de que o USTR antecipe qual será a decisão antes do anúncio oficial.

Na última 5ª feira (9.jul), Greer declarou que as negociações com o Brasil sobre as novas tarifas às exportações estão longe de um acordo. “Tenho conversado com os brasileiros, temos tentado negociar. Acho que ainda há uma distância entre nós”, disse o chefe do USTR à Fox Business.

Lula reuniu ministros na última 6ª feira (10.jul) para definir a estratégia do Brasil para os últimos dias de negociação.

O Planalto projeta 2 cenários. O mais provável é a aplicação das tarifas. Se isso ocorrer, manterá o posicionamento de que as sanções não são justificáveis. 

O menos provável é que o governo Trump opte por adiar o tarifaço. Nesse caso, integrantes do governo Lula avaliam duas possíveis justificativas:

os EUA sinalizarem que as negociações estão promissoras e, por isso, adiarem as sanções. O cenário é pouco provável;
Trump afirmar que a razão do adiamento é Flávio Bolsonaro. O senador pediu que as taxações só sejam aplicadas depois das eleições de outubro. 

Para integrantes do governo, caso a proximidade com o clã Bolsonaro seja usada como uma justificativa, esse movimento pode deixar mais claro que as tarifas têm origem em política externa, não econômica. A percepção no Planalto é que os EUA não estão considerando os argumentos técnicos apresentados pelos setores brasileiros na audiência. 

O Planalto não pede o adiamento das sanções justamente por considerá-las injustas. 

AS TARIFAS

O USTR apresentou as propostas para a taxação nos dias 1º e 2 de junho de 2026. São elas: 

25% – por práticas desleais de comércio. É resultado de uma investigação comercial aberta contra o Brasil em 15 de julho de 2025;  
12,5% – por falta de restrição à importação de produtos feitos com trabalho forçado análogo à escravidão. É resultado de uma investigação global da USTR sobre o tema.

Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-economia/governo-tenta-nova-reuniao-com-eua-antes-de-decisao-sobre-tarifas/

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