Campanha aborda a decisão de proibir plataformas em que usuários apostam em eventos futuros, como eleições e esportes, no Brasil
O governo federal lançou uma campanha em vídeo para anunciar a proibição dos mercados de previsão, plataformas em que usuários podem apostar em eventos futuros, como eleições, resultados esportivos ou até situações pessoais. Segundo a gestão, esses sites passam a ser enquadrados como apostas ilegais e serão bloqueados no país.
No vídeo institucional, o governo afirmou que esse tipo de plataforma amplia riscos já associados às bets tradicionais, como endividamento e manipulação de resultados. O material também usou exemplos hipotéticos para ilustrar preocupações éticas, como apostas sobre demissões ou decisões políticas.
Assista ao vídeo (1min33s):
O governo disse ter seguido experiências de outros países ao barrar o funcionamento desses mercados. A medida integra um conjunto de ações para endurecer regras sobre apostas on-line no Brasil.
Atualmente, plataformas de previsão passam a ser incluídas na mesma categoria de sites de apostas ilegais, que já somam dezenas de milhares bloqueados no país. O governo afirmou ainda que a decisão representa uma “vitória da sociedade” e da proteção das famílias.
CONTEXTO
O governo federal proibiu, na 6ª feira (24.abr.2026), os mercados de previsão e determinou o bloqueio imediato dessas plataformas no país. A decisão foi anunciada pelos ministérios da Fazenda e da Casa Civil como parte do reforço ao combate às bets não autorizadas.
Segundo o comunicado oficial do Governo, foram bloqueadas 28 empresas, mais de 39 mil sites e 203 aplicativos. Também houve 1.665 notificações e encerramento de 697 contas suspeitas.