Vereador busca evitar a prisão de Luan Araújo, condenado por difamação contra a ex-deputada
O ex-deputado federal e vereador de Cotia (SP), Alexandre Frota (PDT), se ofereceu, neste sábado (6.jun.2026), para ajudar a pagar a multa e evitar a prisão de Luan Araújo. O jornalista foi perseguido pela ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP) em 2022 e depois condenado por difamação contra ela nas redes sociais.
Frota comentou em um post no perfil de Luan no Instagram. O jornalista havia compartilhado um vídeo com a explicação do caso. “Luan, sou eu, Frota. Vamos pagar a multa. Se quiser, pede ao ADV [advogado] para me ligar”, escreveu o vereador.
Frota é ex-apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) e já foi filiado ao PSL, partido que abrigou o bolsonarismo antes do PL. Ele rompeu com o grupo em 2019.
PRISÃO DE JORNALISTA
O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo determinou a prisão, em regime aberto, de Luan Araújo. Ele foi condenado por difamação contra a ex-deputada federal Carla Zambelli. Na decisão, o juiz José Fernando Steinberg disse que o jornalista descumpriu o pagamento da multa imposta e converteu a pena em prisão.
Em seu perfil no Instagram, Araújo disse considerar a condenação injusta e declarou não ter dinheiro para pagar o valor. “Estou tendo que fazer uma vaquinha para conseguir entrar com um processo por danos morais contra ela. Eu me considero uma pessoa espiritualizada, que confia que a justiça divina vai acontecer. Mas têm certas coisas que me deixam desesperançoso”, afirmou.
PERSEGUIÇÃO E CONDENAÇÃO
O jornalista foi condenado em junho de 2024. Na época, recebeu a pena de 8 meses em regime aberto, que foi convertida depois em serviços comunitários.
Antes das eleições de 2022, Zambelli perseguiu o jornalista, um homem negro, com uma arma em São Paulo (SP).
Depois do episódio, Araújo publicou o texto “Perca ou não o mandato, o mal que Zambelli me fez segue impune” no DCM (Diário do Centro do Mundo). No texto, o jornalista diz que a ex-deputada “segue com uma seita de doentes de extrema direita que a seguem incondicionalmente e segue cometendo atrocidades atrás de atrocidades”. Zambelli processou Araújo e o texto foi retirado do ar.
O Poder360 procurou Carla Zambelli por meio de telefone para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada.