Senador e comitiva também encontraram com o vice-secretário de Estado da diplomacia norte-americana, Christopher Landau
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reuniu, na tarde desta 4ª feira (27.mai.2026), com o Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, em Washington. Flávio estava acompanhado pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e pelo jornalista Paulo Figueiredo. A imagem do encontro foi publicada nas redes sociais.
A pauta do encontro internacional se concentrou nas oportunidades de cooperação econômica e política entre o Brasil e os Estados Unidos diante de uma eventual eleição do senador à Presidência da República, além de temas de segurança pública.
ATIVO POLÍTICO E REAÇÃO DE LULA
A presença no órgão diplomático americano ocorre um dia após Flávio Bolsonaro se reunir com o presidente Donald Trump no Salão Oval da Casa Branca. De acordo com relatos da comitiva, Trump recebeu o senador de forma “muito calorosa” e abriu a conversa perguntando sobre o estado do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O movimento em Washington é tratado por aliados do PL como um forte ativo político para a pré-campanha presidencial de Flávio nas eleições de 2026, com o objetivo de demonstrar interlocução direta com a cúpula do governo norte-americano.
Em vídeo publicado em seu perfil no Instagram nesta 4ª feira (27.mai), Flávio Bolsonaro comentou sobre a continuidade dos compromissos políticos em Washington. Na gravação, o congressista afirmou que as agendas trarão novidades para o país: “Daqui a pouquinho mais notícias para o Brasil, que vai voltar a ser respeitado pelo mundo”.
A viagem dos integrantes da família Bolsonaro vem sendo monitorada de perto pelo Palácio do Planalto e pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na 3ª feira (26.mai.2026), o vice-presidente Geraldo Alckmin subiu o tom e criticou publicamente a atuação de Eduardo Bolsonaro no exterior, declarando que o Brasil não necessitava de “mais um da família trabalhando contra o país” nos Estados Unidos.
FACÇÕES E TERRORISMO
Durante a audiência oficial, a comitiva de Flávio voltou a defender a urgência de Washington designar formalmente o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas estrangeiras (FTO, na sigla em inglês). O pedido já havia sido verbalizado por Eduardo Bolsonaro logo após a saída da reunião na Casa Branca e foi reiterado no Departamento de Estado.
A classificação, caso seja feita pelo governo dos EUA, impõe restrições financeiras globais severas às facções criminosas brasileiras, permitindo o bloqueio automático de ativos e contas bancárias em solo norte-americano, além de proibir a entrada de integrantes dessas redes no território dos Estados Unidos.