Ações que ainda não foram iniciadas ficarão paralisadas; as atividades contínuas de patrulhamento seguem em andamento
O Exército decidiu suspender operações específicas nas fronteiras depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) bloqueou, em 30 de maio, R$ 4,3 bilhões do orçamento da Defesa. As ações permanentes de patrulhamento e vigilância, contudo, seguirão normalmente.
Ao todo, o governo bloqueou R$ 23,7 bilhões em despesas discricionárias do orçamento federal deste ano. A medida é exigida pelo arcabouço fiscal –regra que limita o crescimento dos gastos públicos– e afeta quase todos os ministérios. Do total, R$ 1,5 bilhões atingiram diretamente o Exército.
REAÇÕES DE PRÉ-CANDIDATOS
O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), criticou na 2ª feira (8.jun.2026) o bloqueio do orçamento da Defesa e a suspensão de operações.
“Aí fica difícil, Lula. Liberou geral. Depois de todo o trabalho que tive para que o governo americano classificasse o PCC e o Comando Vermelho como grupos terroristas, você vem agora e deixa as fronteiras do Brasil completamente abertas, expostas”, disse o senador em seu perfil nas redes sociais.
Flávio se refere à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas. A classificação passou a valer em 5 de junho.
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), disse na 2ª feira (8.jun) que Lula “entregou a soberania do Brasil ao narcotráfico”.
Segundo Caiado, “Lula cortou R$ 4,3 bilhões das Forças Armadas e o Exército cancelou as operações nas fronteiras”, e, “sem a presença das Forças Armadas, o crime vai avançar ainda mais”. O ex-governador afirmou que, “em janeiro de 2027, isso muda”.