Filho de Jair Bolsonaro tomou decisão depois de conversar com advogados; ele está inelegível desde junho de 2026
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) anunciou nesta 4ª feira (29.jul.2026) que desistiu de concorrer como suplente de André do Prado (PL-SP) na disputa pelo Senado em 2026. O anúncio foi feito em publicação no X.
De acordo com Eduardo, a decisão foi tomada depois de ouvir advogados de sua confiança “e refletir profundamente sobre o atual cenário brasileiro”. Ele está inelegível desde a sua condenação pelo Supremo Tribunal Federal pelo crime de coação no curso do processo, em junho de 2026. A pena imposta a Eduardo foi de 4 anos e 2 meses de reclusão em regime semiaberto, além de inelegibilidade por 8 anos.
Com a desistência de Eduardo, Fernando Fiori de Godoy (PL-SP) e Rute Costa (PL-SP) ficam com as suplências de André do Prado. Presidente da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), Prado compõe a chapa do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), candidato à reeleição. O outro candidato ao Senado é Guilherme Derrite (PP-SP).
Eduardo nos eua
Desde fevereiro de 2025, Eduardo vive autoexilado nos Estados Unidos. Diz fugir de uma “perseguição política” contra sua família. Caso volte, ele terá que enfrentar as consequências da condenação do STF por usar sua atuação nos EUA para pressionar ministros da Corte durante o julgamento da ação penal contra Jair Bolsonaro (PL), seu pai, por tentativa de golpe de Estado.
Em 20 de julho, ele conseguiu um green card do governo de Donald Trump (Partido Republicano). O documento permite a permanência de Eduardo nos EUA por tempo indeterminado, o direito de trabalhar no país e de acessar benefícios de saúde estaduais. No entanto, Eduardo já afirmou durante entrevista que seu objetivo é voltar ao Brasil assim que houver condições para isso.