Direita avança na América do Sul, mas esquerda governa 55% do PIB

Governos de direita dominam países que somam US$ 2,2 bilhões, o que equivale a 45,4% do PIB continental

Com a vitória iminente de Keiko Fujimori (Fuerza Popular) no Peru e a eleição de Abelardo de la Espriella (Defensores de la Patria) na Colômbia, a direita avançou na América do Sul e passará a governar 7 países no continente. No entanto, os presidentes de esquerda governam os países responsáveis por 54,6% do PIB (Produto Interno Bruto) do continente, somando US$ 2,4 bilhões.

Os governos de direita, por sua vez, dominam os países que somam US$ 2,2 bilhões, o que equivale a 45,4% do PIB continental.

Os países governados pela direita também estão em desvantagem populacional: somados, têm 191,7 milhões de habitantes. O Brasil sozinho tem uma população 11% maior, de 212,8 milhões de pessoas. Somando com os demais países, a esquerda governa 246,4 milhões de sulamericanos.

Guinada à direita

A guinada para a direita consolidou-se depois das vitórias de Javier Milei (La Libertad Avanza) na Argentina, Daniel Noboa (Acción Democrática Nacional) no Equador, Rodrigo Paz (Partido Democrata Cristão) na Bolívia e José Antonio Kast no Chile. Esse avanço reduziu o grupo de governantes aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Até setembro de 2025, só Argentina, Paraguai e Equador tinham governos de direita. A relação começou a mudar com os pleitos realizados a partir do fim do ano, sendo o Paraguai a única exceção recente à mudança de espectro político, permanecendo sob gestões de direita de 2015 a 2025.

O movimento representa uma inversão do panorama de 11 anos atrás.

No fim de 2015, os partidos de esquerda e centro-esquerda comandavam 8 países sul-americanos. As legendas de direita e centro-direita estavam no poder em outros 4.

As eleições recentes no Peru e na Colômbia ajudaram a impulsionar o giro à direita em nível continental. Na 4ª feira (24.jun), Keiko Fujimori alcançou uma vantagem irreversível sobre o candidato de esquerda, Roberto Sánchez, após 17 dias de contagem das urnas.

Desde 2016, o Peru teve 8 presidentes. Nesse período, 4 foram destituídos pelo Congresso, 2 renunciaram antes de enfrentar processos de destituição e 1 concluiu um mandato interino de apenas 8 meses.

No domingo (21.jun), Abelardo de la Espriella venceu as eleições presidenciais da Colômbia. Ele tem apoio explícito do governo dos Estados Unidos, assim como Milei, Paz e Kast.

PESO DO BRASIL

O Brasil é o principal PIB da América do Sul, influenciando diretamente o saldo econômico e populacional da esquerda no continente. Em 2025, registrou um consolidado em preços correntes de US$ 2,28 trilhões. O valor é mais de 230% maior do que o da Argentina, que soma o 2º maior montante.

No caso de uma vitória da direita nas eleições ao Planalto, os líderes deste espectro político dominariam mais de 95% do PIB da América do Sul.

Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-economia/direita-avanca-na-america-do-sul-mas-esquerda-governa-55-do-pib/

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