258 convocados nasceram fora do país que representam; com 25 estrangeiros na lista final, Curaçao lidera o ranking
Só 8 das 48 seleções que disputarão a Copa do Mundo de 2026, que começa nesta 5ª feira (11.jun.2026), têm elencos formados só por atletas nascidos em seu próprio território. Todas as outras terão ao menos 1 atleta naturalizado. Entre os 1.248 nomes convocados para o torneio, 258 nasceram fora do país que irão representar.
O caso mais extremo é o da seleção de Curaçao. Classificada pela 1ª vez para um Mundial, tem 25 dos 26 convocados nascidos na Holanda. Só o atacante Tahith Chong nasceu em território curaçauense. A relação reflete os vínculos históricos entre os 2 países, já que Curaçao integra o Reino dos Países Baixos.
Outras seleções também apresentam forte presença de atletas nascidos no exterior. A seleção da República Democrática do Congo chega ao torneio com 20 jogadores nascidos fora do país, seguida pelas seleções de Marrocos (19), Bósnia e Herzegovina (17), Argélia (16) e Haiti (16).
Em muitos casos, os elencos foram formados a partir de comunidades da diáspora. A seleção de Marrocos, por exemplo, convocou jogadores nascidos na França, Espanha, Bélgica, Holanda e Canadá. Já a seleção congolesa conta majoritariamente com atletas nascidos na França e na Bélgica.
Na direção oposta, 8 seleções terão grupos compostos integralmente por jogadores nascidos em seu território: Brasil, África do Sul, Tchéquia, Colômbia, Suécia, Arábia Saudita, Áustria e Panamá.
Entre os brasileiros que defenderão outras bandeiras na Copa estão o meio-campista Matheus Nunes, convocado pela seleção de Portugal, o zagueiro Lucas Mendes, que atua pelo Qatar, e o meia Maurício, jogador do Palmeiras chamado pela seleção do Paraguai.