Redução de carga no Sistema Interligado Nacional foi a maior registrada em jogos da seleção na Copa até o momento
A mobilização nacional para o 3º e último jogo da seleção brasileira na fase de grupos da Copa do Mundo provocou forte redução no consumo de energia do país. Durante a vitória por 3 a 0 do Brasil sobre a Escócia, na 4ª feira (24.jun.2026), o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) registrou queda de 14,4% na carga do SIN (Sistema Interligado Nacional), a maior variação para uma partida realizada no Brasil até o momento.
O menor nível de consumo do dia foi registrado em 78.236 MW (megawatts), às 20h59, poucos minutos antes do fim da partida. O horário do jogo também influenciou o fenômeno de redução da carga. A partida começou às 19h, período em que o consumo de energia elétrica é naturalmente mais alto.
ONS
Boletim de operação do ONS mostra a variação no consumo de energia em dias de jogos do Brasil
CONSUMO DURANTE O JOGO
Segundo o monitoramento do ONS, o consumo vinha em tendência de alta até 18h30, quando a carga começou a cair com a interrupção de atividades comerciais e industriais, já que as pessoas se deslocavam para assistir ao jogo.
O pico de consumo no país foi registrado às 18h25. Faltando 35 minutos para o início da partida, a carga no SIN era de 98.236 MW.
No horário do jogo, às 19h, a demanda era de 91.330 MW. A carga continuou em queda até o intervalo, por volta de 19h53, quando foi registrada uma rampa de elevação de 5.632 MW em 9 minutos, alta de 6,9%, influenciada pela retomada de atividades domésticas enquanto parte do público assistia à TV.
Após o 3º gol do Brasil, por volta de 20h25, o consumo voltou a cair até atingir o menor patamar do jogo. Em seguida, passou a subir ao fim da partida, às 21h02, com o maior avanço do dia: 8.546 MW em 18 minutos, alta de 10,9%.
A rampa de carga ao final da partida foi a mais intensa da Copa, já que o jogo terminou em um horário em que ainda há grande consumo, principalmente em dias de semana.
Na estreia contra o Marrocos, em um sábado (13.jun), a rampa de carga havia sido de 4.307 MW em 21 minutos. Já contra o Haiti, a retomada pós-jogo foi de 2.420 MW em 17 minutos, menos abrupta porque a partida terminou por volta das 23h, quando a demanda já é naturalmente menor.