Ibovespa atingiu 199.232 pontos na máxima desta 4ª feira (15.abr), superando o topo histórico quando corrigido pela inflação
O Ibovespa, principal índice da B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), atingiu 199.232 pontos nesta 4ª feira (15.abr.2026). Além de renovar o recorde nominal, esse patamar superou o topo da série histórica quando corrigido pela inflação. O pico anterior havia sido em 20 de maio de 2008, aos 198.950 pontos.
Naquela data, o Ibovespa registrou 73.517 pontos em termos nominais. O principal índice da B3 tem registrado consecutivas máximas históricas neste critério em 2026. Na 3ª feira (14.abr.2026), o índice fechou no seu 18º recorde nominal, aos 198.657 pontos.
O levantamento foi feito por Einar Rivero, sócio-fundador da Elos Ayta Consultoria, com base no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).
Segundo ele, a Bolsa tem sido impulsionada por uma “combinação rara” de fluxo estrangeiro e câmbio favorável. Disse que o recorde real representa uma recuperação cíclica e uma recomposição estrutural do valor do mercado acionário brasileiro ao longo do tempo.
“Desde o topo de 2008, o índice atravessou quase duas décadas sem conseguir recompor plenamente seu valor ajustado pela inflação. Nesse período, o mercado enfrentou choques relevantes, como a crise financeira global, a recessão doméstica de 2015-2016 e o colapso provocado pela pandemia. O ponto mais crítico ocorreu em janeiro de 2016, quando o Ibovespa caiu para 62.970 pontos em termos reais”, afirmou.
O infográfico abaixo demonstra a trajetória mensal do Ibovespa corrigida pela inflação. Na evolução diária, o pico foi em 20 de maio de 2008, aos 198.950 pontos.
CAPITAL ESTRANGEIRO
A entrada líquida de capital estrangeiro foi de R$ 67,8 bilhões no acumulado do ano até 2ª feira (13.abr.2026), último dado disponível. Na parcial de abril, o saldo está positivo em R$ 14,4 bilhões.
Einar afirmou que a entrada de capital estrangeiro no Brasil está relacionada com o contexto de realocação global para mercados emergentes. Além disso, a desvalorização do dólar em relação ao real amplifica a performance do Ibovespa na métrica dolarizada.
IBOVESPA EM DÓLAR
O Ibovespa ainda está distante do recorde se corrigida a trajetória pela moeda norte-americana.
O pico foi marcado em 19 de maio de 2008, aos 44.616 pontos. Atingiu 33.886 pontos na 3ª feira (14.abr.2026), e teria que subir 11,86%.
IBOVESPA AOS 200 MIL PONTOS
O Ibovespa aproxima-se da barreira dos 200 mil pontos. Os agentes financeiros reagem com otimismo às negociações entre Estados Unidos e Irã para interromper os conflitos no Oriente Médio. A expectativa de menos turbulência atrai fluxo de capital internacional para países emergentes, inclusive o Brasil.
O apetite ao risco dos investidores aumentou, o que torna o país uma das opções para obter maior rentabilidade. Além disso, o Brasil é exportador de petróleo e minério de ferro e se beneficia do cenário de valorização destas commodities. Empresas como a Petrobras e a Vale têm mais peso no Ibovespa.
O cenário eleitoral também tem contribuído para parte do otimismo dos investidores.
Pesquisas indicam que o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) tem se mostrado competitivo nas intenções de voto. Agentes financeiros criticam o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelos gastos públicos crescentes e aumento da dívida pública, que têm efeitos sobre os juros e atividade econômica.
Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-economia/bolsa-de-valores-supera-recorde-real-depois-de-18-anos/