Ato do 1º de Maio com Haddad, Marina e Tebet reúne metade do esperado

Sindicato dos Metalúrgicos organizou manifestação na capital paulista com dirigentes sindicais e ex-ministros; expectativa de público era de ao menos 1.000 pessoas, mas menos de 500 compareceram

O ato de 1º de Maio organizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, nesta 6ª feira (1º.mai.2026), no bairro da Liberdade, centro da capital, reuniu dirigentes sindicais e os ex-ministros Fernando Haddad (PT), Marina Silva e Simone Tebet em defesa do fim da escala 6×1 e da redução da jornada sem corte salarial. A organização esperava de 1.000 a 2.000 pessoas, mas cerca de 400 compareceram ao auditório.

Primeira a discursar, Tebet defendeu mudanças na jornada de trabalho e afirmou que o impacto econômico do fim da escala 6×1 seria limitado. Disse que a economia brasileira já absorveu direitos como o 13º salário e as férias sem prejuízo à atividade e que, por isso, a adoção de uma nova jornada “não levaria o país a uma crise”. Também elogiou medidas de inclusão social como a ampliação da isenção do Imposto de Renda. “Quem ganha menos tem que pagar menos e quem ganha mais deve pagar mais”, declarou.

Vinicius Filgueira/Poder360 – 1º.mai.2026

Cerca de 400 pessoas acompanharam o ato

Vinicius Filgueira/Poder360 – 1º.mar.2026

Haddad discursou contra as propostas de retirada de direito dos trabalhadores

No palco, líderes sindicais convidavam as pessoas a se levantar e a cerrarem os punhos. Haddad era o mais aguardado. Durante o evento, o pré-candidato ao governo de São Paulo afirmou que o país preza pela retomada de políticas públicas perdidas no governo Bolsonaro e criticou as políticas defendidas pela direita. “A extrema-direita só tem duas agendas: vender patrimônio público e retirar direitos dos trabalhadores”, afirmou. 

Marina Silva, por sua vez, destacou o papel da democracia e criticou o ambiente de polarização. “Esse é o momento da gente começar a conversar”, disse. Ela também afirmou que o sistema democrático permitiu avanços sociais no país: “Só na democracia o operário vira presidente pra fazer coisa boa”.

Horas antes, durante ato do Dia do Trabalhador, na Praça Roosevelt, também no centro de São Paulo, a ex-ministra afirmou que a pena para os envolvidos nos ataques de 8 de Janeiro “deveria ser maior”. Ao comentar propostas de anistia aos condenados pelos atos antidemocráticos, Marina Silva classificou a iniciativa como uma “vergonha”. Ela também defendeu o fim da escala 6 X 1 e afirmou que 1 único dia de descanso não é suficiente para os trabalhadores.

As pautas do evento do Sindicato dos Metalúrgicos de SP e Mogi das Cruzes foram:

redução da jornada de trabalho sem diminuição salarial e fim da escala 6×1;
regulamentação do trabalho por aplicativos;
fortalecimento das negociações coletivas;
direito de negociação para servidores públicos;
combate à pejotização;
combate ao feminicídio;
inclusão da saúde mental nas relações de trabalho.

Atos em São Paulo

As celebrações de 1º de Maio em São Paulo foram realizadas neste ano de forma descentralizada, com eventos organizados por centrais sindicais e movimentos em diferentes pontos da capital paulista.

Além dos atos na Praça Roosevelt e na Liberdade, também há manifestações na Praça da República, no Paço Municipal de São Bernardo e na avenida Paulista –esta, de direita. Entre as principais pautas dos atos de esquerda estão o fim da escala 6 X 1, direitos trabalhistas e defesa da democracia.

Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-brasil/ato-de-1o-de-maio-com-haddad-marina-e-tebet-reune-metade-do-esperado/

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