Alcolumbre assinou o pacto em fevereiro, mas desgaste com Lula marcou ausência no evento; Humberto Costa representa a Casa Alta
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não participou da reunião do comitê gestor do Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios nesta 4ª feira (20.mai.2026), no Palácio do Planalto. O evento marcou os 100 dias da iniciativa, assinada por ele em fevereiro.
A ausência foi interpretada como reflexo do desgaste na relação entre Alcolumbre e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O estremecimento se aprofundou depois da rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, pelo plenário do Senado, em 29 de abril. Na votação, Messias recebeu 34 votos favoráveis e 42 contrários, abaixo dos 41 necessários para aprovação.
Alcolumbre defendia internamente o nome do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para ocupar a vaga no Supremo Tribunal Federal. Mesmo diante de alertas de integrantes da base governista sobre os riscos de derrota, Lula manteve a escolha de Messias.
O presidente passou a afirmar que sua relação com Alcolumbre é “somente institucional”.
No lançamento do pacto, em 4 de fevereiro, Alcolumbre afirmou que o compromisso “é, antes de tudo, uma declaração de responsabilidade do Estado brasileiro” e prometeu colocar o enfrentamento ao feminicídio no centro da agenda legislativa.
Desta vez, o Senado foi representado pelo líder do governo na Casa, Humberto Costa (PT-PE). O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente do STF, Edson Fachin, participaram do evento.
O pacto, lançado em resposta ao recorde de feminicídios registrado em 2025, prevê atuação coordenada entre Executivo, Legislativo e Judiciário, com ações de prevenção, proteção às mulheres, responsabilização de agressores e garantia de direitos.
Segundo o balanço apresentado no evento, o programa já alcança 2.615 municípios em 27 Estados e distribuiu 20 mil kits tecnológicos de proteção.
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