Segundo a agência de noticias Reuters, a Casa Branca enfrentava forte oposição ao fundo por parte de congressistas republicanos
O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), suspendeu o uso do fundo de US$ 1,8 bilhão para invasores do Capitólio (ou “vítimas da instrumentalização” do governo, como são chamados pela atual administração). Segundo a agência de notícias Reuters, a Casa Branca enfrentava forte oposição ao fundo por parte de congressistas republicanos.
A repórteres, o líder do governo no Senado, John Thune (Partido Republicano), disse que “deixou claro suas opiniões sobre o assunto” para o governo Trump.
A insatisfação é, em parte, devido à paralisação de um pacote orçamentário de US$ 72 bilhões para o ICE (Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira dos Estados Unidos, em português) e a Patrulha da Fronteira. Senadores republicanos se recusaram a votar o financiamento sem um plano claro sobre como lidar com o fundo do governo Trump.
Thune afirma que o andamento do pacote para as agências irá seguir “se o governo efetivamente encerrar o programa, e deixar isso muito, muito claro”.
Na 6ª feira (29.jun.2026), a Justiça Federal dos Estados da Virgínia e da Flórida ordenaram a suspensão temporária do fundo até 12 de junho, e solicitaram uma revisão aprofundada.
SOBRE O FUNDO
O governo norte-americano afirma que o propósito do Anti-Weaponization Fund seria compensar pessoas que se consideram vítimas do sistema de Justiça. Aliados do republicano e invasores do Capitólio em 6 de janeiro de 2021 estão entre os possíveis beneficiários.
Reprodução/Flickr
Segundo os jornalistas C. Ryan Barber, Richard Rubin e Sadie Gurman, do The Wall Street Journal, o dinheiro virá do Judgment Fund
A medida já é alvo de ação movida pelos policiais Harry Dunn e Daniel Hodges, que atuaram na defesa do Congresso norte-americano naquele dia.
O fundo seria administrado por uma comissão de 5 integrantes indicados pelo procurador-geral interino, Todd Blanche, ex-advogado de defesa criminal de Trump. O presidente teria poder para demitir os comissários. O órgão poderia conceder desculpas formais e pagamentos a pessoas que aleguem ter sofrido lawfare, ou “instrumentalização” do sistema de Justiça.
Segundo o jornalista Andrew Pantazi, da Axios, as decisões sobre os pagamentos não poderiam ser contestadas na Justiça. O acordo também não exigia a divulgação pública dos beneficiários nem dos valores repassados. A comissão encerraria as análises de pedidos em dezembro de 2028, no fim do mandato de Trump.
O republicano diz há anos que o governo de Joe Biden perseguiu seus aliados. Em março de 2025, afirmou que integrantes do governo discutiam compensar acusados e condenados pela invasão do Capitólio porque “gostam” desse grupo. Também chamou essas pessoas de “patriotas” e disse que foram tratadas de forma “muito injusta”, segundo a ação de Dunn e Hodges.