Presidente da Câmara diz ter chegado a consenso com o governo e afirma também que fim da escala 6 X 1 é um tema “inegociável” do texto a ser apresentado nesta 2ª feira
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta 2ª feira (25.mai.2026) que a transição da redução da jornada de trabalho levará 1 ano depois da promulgação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) –que ainda precisa ser analisada por deputados e senadores.
“Atende ao apelo da classe trabalhadora e também escuta o setor produtivo, com isso vamos garantir essa transição”, afirmou.
Motta disse que a redução se dará da seguinte forma:
60 dias depois da promulgação – jornada passa a ser de 42 horas, e não mais de 44 horas;
1 ano depois da promulgação – jornada passa a ser de 40 horas, e não mais de 42 horas.
Assista ao pronunciamento de Motta:
Motta se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta 2ª feira (25.mai).
Depois, falou a jornalistas no Salão Verde da Câmara dos Deputados. Estava acompanhado dos ministros José Guimarães (Relações Institucionais) e Luiz Marinho (Trabalho), e do deputado federal Alencar Santana (PT-SP).
Citou 3 pontos “inegociáveis” e convergentes entre governo e Congresso:
fim da escala 6 X 1;
redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas por semana;
manutenção dos salários, sem redução.
O relatório do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) está previsto para ser apresentado nesta 2ª feira (25.mai). Pela manhã, Prates e Motta se reuniram com Lula para discutir as regras de transição da proposta. O governo é favorável ao fim imediato da escala 6 X 1, mas se mostrou aberto a negociações. A votação em plenário deve ser realizada em 27 de maio.
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